DÚVIDAS

O presente histórico ou narrativo
Sou estudante de Letras e frequente usuária dos serviços do Ciberdúvidas. Recentemente comecei a trabalhar como estagiária em uma editora e tenho a árdua missão de revisar uma tradução clássica do livro “Napoleão Bonaparte” de Octave Aubry, que será editado novamente. Ao iniciar a revisão notei uma "característica" no texto: a narração começa no passado, mas em um certo ponto passa a oscilar entre presente e passado. Fiquei bastante confusa e decidi recorrer aos renomados especialistas que desenvolvem um maravilhoso trabalho neste ‘site’. A primeira frase do livro é esta: «Tudo estava perdido: sua velha Guarda, cercada pelos corpos prussianos ou ingleses, fazia-se despedaçar, ao grito de 'Viva o imperador!', tão alto ainda que dominava o canhão.» A narração inicia-se no passado, mas no decorrer da leitura encontrei o seguinte trecho e a partir dele ela passa a ser feita no presente (voltando ao passado posteriormente e assim sucessivamente): «Caulaincourt esperava-o no portão. Corre para Napoleão, ajuda-o a apear-se. O imperador sobe penosamente a escada...» Peço encarecidamente que ajudem-me neste dilema: tal oscilação de tempo verbal é uma questão de estilo do autor ou a tradução está completamente errada? Agradeço desde já a paciência e o espaço cedido para a exposição de minha dúvida.
Ainda as armas de destruição maciça ou massiva (ou em massa)
Li as várias respostas relacionadas com a utilização de “maciça” ou “massiva” para qualificar as tão faladas armas de destruição. Perante as dúvidas em relação à admissibilidade de “massiva”, o significado que me parece um pouco diferente do pretendido de “maciça” e a evidente (para mim) contaminação do inglês “massive destruction weapons”, não será melhor utilizar “armas de destruição em massa”?
A pronúncia da palavra possesso
Gostaria de saber se me poderiam esclarecer a seguinte dúvida: na palavra “possesso”, o ‘e’, em termos fonéticos, lê-se como [e] (tal como em espesso) ou como [é] (tal como em promessa)? Tenho consultado inúmeros dicionários e prontuários ortográficos, mas nenhum contém a transcrição fonética desta palavra e, além disso, as opiniões parecem dividir-se entre as duas formas de a pronunciar. Agradeço desde já o tempo dispensado, ficando à espera de uma resposta.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa