DÚVIDAS

Relativas livres ou sem antecedente
Sobre caso em que o verbo suceder pode ter como sujeito uma oração é dada como exemplo a frase «sucede que não estou interessado», na qual se considera o "que" como pronome relativo. Que nome é que o pronome representa? Sem pôr em causa a intransitividade do verbo (à primeira vista o "que" até parece conjunção integrante), substituindo «que não estou interessado» por «não estar (eu) interessado» a oração infinitiva será o sujeito, mas o "que" da oração substituída está em vez de quê? Desempenhará uma função de realce como em «sucede é que não estou interessado»? Então e se a frase for «o que sucede é que não estou interessado»?
Sobre regências
Em algumas frases ocorre a coordenação de verbos de regências diferentes – como os exemplos abaixo – parece-me eufônico e sintaticamente correto usar a preposição regida pelo verbo mais próximo. Nas duas primeiras frases, os verbos “incluir” e “excluir” regem as preposições “a” e “de”, respectivamente; nas duas últimas, os verbos “tirar” e “acrescentar” regem “de” e “a”. 1 – Use os botões para incluir e excluir campos do critério de ordenação. 2 – Use os botões para excluir e incluir campos ao critério de ordenação. 3 – A cerveja e o refrigerante são bebidas das quais não se pode tirar ou acrescentar açúcar. 4 – A cerveja e o refrigerante são bebidas aos quais não se pode acrescentar ou tirar açúcar. As adequações sugeridas por alguns gramáticos – em situações como «Não me caso com quem não tenho confiança», «Não me caso com aquele em quem não tenho confiança» – jamais serviriam aos exemplos anteriores. Não encontrei explicação específica sobre isso nas boas gramáticas descritivas de nossa língua. Gostaria de saber a vossa opinião sobre o uso da preposição regida pelo verbo mais próximo; e se existem teorias sobre o assunto.
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