DÚVIDAS

Ainda os erros de Marcelo
Os meus parabéns pelo comentário relativo aos erros do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Concordo em absoluto: uma vez que a televisão é um veículo cultural que chega a grande percentagem do nosso povo, todos os intervenientes deveriam ser ainda mais cuidadosos com o bom uso da nossa Língua. Em relação às vossas correcções tenho uma dúvida quanto à questão do "ter de vs ter que". Pessoalmente empenho-me para que aqueles que me rodeiam usem correctamente a expressão, apesar de nem sempre conseguir bons resultados. No entanto, em minha opinião, quando o conceito é ter qualquer coisa para fazer, não se deveria usar a expressão "ter o que fazer"?. Por exemplo, se eu devo elaborar um trabalho, eu diria "tenho de fazer um trabalho", mas se eu previsse que iria ter um dia cheio, diria "tenho muito o que fazer". Será que estou incorrecta? Desde já obrigada.
«15% da turma fez o trabalho de casa»
Na resposta à questão "25% dos alunos ficou em casa", afirmam que o verbo fica no singular, tal como acontece com as expressões "a maioria...., a maior parte...", mas, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra ensinam que quando o sujeito é constituído por uma expressão partitiva (como "a maioria..., a maior parte...") o verbo pode ir para o singular ou para o plural. Fiquei também confusa quando na resposta à questão "concordância verbal em caso de percentagem" afirmaram que a opção "20% da turma saíram da sala.", o que é contraditório ao que foi dito na resposta à questão mencionada anteriormente. Gostaria que me elucidassem: em caso de percentagem o verbo deverá ficar no singular ou no plural? Qual é a opção correcta? A – 72 % das mulheres trabalha fora de casa. ou B – 72 % das mulheres trabalham fora de casa. C – 15 % da turma fez o trabalho de casa. ou D – 15 % da turma fez o trabalho de casa.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa