A evolução de ‘leixar’ para deixar e de ‘assi’ para assim
Sou professor de Português em Coimbra e no manual de 9.º ano adoptado surge a pergunta relativa ao fenómeno fonético que ocorre na evolução de «leixar» para deixar, sendo apresentada a sugestão sonorização que não me parece correcta porque ambos os fonemas são sonoros, embora um seja oclusivo e outro constritivo lateral. No mesmo manual surge o fenómeno paragoge para justificar a evolução «assi» > assim. Neste caso parece-me ser não uma paragoge, mas sim uma nasalação. Neste sentido, gostaria que me indicassem quais os fenómenos fonéticos que se verificam em ambos os casos. Agradeço desde já a vossa atenção.
A pronúncia de heterossexual
Sei que a palavra "heterossexual" é oxítona. Gostaria de saber por que se propõe uma sílaba tônica de apoio na primeira sílaba (hé), já que a pronúncia do radical grego é "hetéro" e não "hétero". Em "heterogênio", esse problema não se coloca. Por quê?
Agradeço a atenção.
“Roskoff” = roscofe
O termo "roskoff" é utilizado frequentemente quando falamos de marcas, dando um ar de material barato e menos bom. Gostaria de saber qual a origem da palavra e porquê a sua utilização. Antecipadamente grata.
Algum pede próclise?
Gostava de saber se o pronome indefinido “Algum” pede a posição proclítica dos pronomes oblíquos. Qual das frases está correcta? Algumas pessoas o viram. Algumas pessoas viram-no. A gramática diz que alguns indefinidos pedem próclise, mas nunca vem com uma lista completa dos indefinidos.
Os diminutivos de água e de praia
Quais os diminutivos de água e praia?
Lãzudo
Gostaria de saber se se diz lanzudo ou lãzudo, quando nos referimos a algo com muita lã.
A contracção das preposições com artigos, pronomes e determinantes
O acento grave utiliza-se quando há uma contracção da preposição 'a' com os artigos definidos femininos e pronomes demonstrativos cuja letra inicial é um 'a'. "Fui à cidade.", "Vou àquela casa.", etc. A minha dúvida é se a frase "Vou para a festa." se pode também escrever "Vou parà festa." ou "Vou prà festa." (uma vez que a palavra 'pra' existe como redução de 'para'). Em caso de resposta negativa, gostaria que me explicassem porque é que a preposição 'para' não goza do mesmo "privilégio" que 'a'. Afinal, na frase que usei como exemplo, trata-se também duma contracção de preposição e artigo. Em caso afirmativo, será que se pode também escrever "Estou-me nas tintas prò assunto."? A minha questão prende-se essencialmente com a linguagem poética, em que, por vezes, se torna necessário aclarar quais as sílabas a elidir na leitura, para que se perceba à primeira vista o ritmo e a acentuação da frase. Já agora, se é possível escrever "p'la" em substituição de 'pela' (por a), porque não permitir que (à semelhança de 'pra') se possa escrever 'pla'? Muito obrigado e continuem o excelente trabalho.
Isabel II ou Elisabete II?
Em Portugal, designa-se a actual Rainha de Inglaterra por "Isabel II". Há algum motivo (válido) para converter Elizabeth em Isabel? A haver tradução, não devia ser para "Elisabete II"?
Sobre a palavra “corrécio”
A palavra corrécio, no sentido de insurrecto, existe? Pode aplicar-se? Ou o termo aplica-se mas deriva de um nome próprio?
Dúvidas sobre o «ter de» e o «ter que»
Eu tenho mesmo de deixar aqui um breve comentário sobre esta coisa! Na realidade nem os mais doutos que se propõem ensinar o bom português têm o cuidado de conjugar devidamente o ter de. Para ser franco começo mesmo a duvidar sobre a forma correcta. Por favor ajudem-me!
