DÚVIDAS

O pronome inerente se
Agradecia que me ajudassem a classificar o pronome se no excerto de um texto de Possidónio Cachapa sobre repartições públicas que passo a transcrever: «Fui recebido num cubículo de 2 × 3 m, onde se amontoavam quatro pessoas. Um deles era, claramente, o líder. Devia ter uns vinte e muitos e, de forma explícita, o seu sonho de se tornar comediante começava a desmoronar-se.» Poder-se-á considerar o pronome se, nos três casos, um pronome reflexo? Será que, quando acompanha o verbo desmoronar, ele pode ser considerado inerente, uma vez que o verbo pode ser utilizado sem o pronome? Ainda uma outra questão: No texto que introduz a dúvida que acabo de expor, deveria ter sido colocada uma vírgula antes do pronome relativo que? Não o fiz por considerar que a oração relativa era restritiva. Estará incorrecto o raciocínio?
A expressão «anterioridade nonagesimal»
No Brasil, o prazo de noventa dias para a lei que trata de cobrança de contribuições sociais entrar em vigor ficou conhecido como «anterioridade nonagesimal». Não seria mais acertado dizer «anterioridade noventenal», já que o prazo de noventa dias qualifica o substantivo «anterioridade», o que equivaleria a «anterioridade de noventa dias» e não a «anterioridade do nonagésimo dia»?
As funções sintácticas do adjectivo
Segundo a gramática tradicional, o adjectivo desempenha a função de atributo, predicativo do sujeito... De acordo com a TLEBS [Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário], o adjectivo mantém a função de predicativo, mas passa a desempenhar a função de complemento do nome e modificador. O modificador é o tradicional aposto? O complemento do nome corresponde ao atributo? Continuo com algumas dúvidas relativamente a esta matéria. Obrigada pela vossa atenção e parabéns pelo trabalho que têm desenvolvido.
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