A natureza das alterações provocadas pelos prefixos
Os prefixos em português caracterizam-se por modificarem a categoria gramatical da base e/ou por terem valor lexical?
O gentílico de Mianmar
[…] Permitam-me discordar da designação dos habitantes de Mianmar. Birmanês era a designação anterior, ou seja, no tempo em que Mianmar se chamava Birmânia, os seus habitantes eram designados como tal. Agora, em termos políticos, Mianmar não tem nada que ver com o anterior "país". Portanto, sou levado a concluir que a designação de birmanês para o habitante de Mianmar é politicamente incorrecta, no verdadeiro sentido da palavra. Era o mesmo que dizer que o antigo Zaire, hoje República Democrática do Congo, é o mesmo país. Antigamente, os zairenses era a designação dos habitantes do Zaire. Hoje são congoleses. Percebe a diferença? Deste modo, considero que se deva designar de “mianmarês” os habitantes de Mianmar. Concorda com esta apreciação?
Cumprimentos,
Análise morfológica de utilização
Qual o radical e o sufixo da palavra «utilização»?
A locução «de manhã»
Por que não existe a locução "à manhã" e só "de manhã", enquanto existe "à noite" e "de noite", "à tarde" e "de tarde"?
Muito obrigada.
A terminação -ide
Talvez saibam responder-me qual será a razão de tantos bairros e localidades portuguesas acabarem com o sufixo «ide», p. e.: Campolide, Caparide, Carnaxide, Alvide, etc...
O(s) antónimo(s) de simultâneo
Agradeço a informação sobre o antónimo da palavra «simultâneo». Obrigado.
A origem do termo “saraquité”
“Sariquité” é uma dança tradicional da região do Ribatejo. Faz parte do programa de Educação Física do 10.º ano, em que o objectivo é conhecer raízes culturais e históricas, bem como a zona geográfica a que se pertence. Solicito informação complementar, porque a minha filha tem de apresentar um trabalho completo para a referida disciplina. Como a ausência de informação sobre esta materia é total, quer na Internet, quer no Museu de Etnologia, quer em bibliotecas, agradeço desde já a vossa melhor atenção.
Formas sincréticas
As «formas sincréticas» podem considerar-se como verdadeiros arcaísmos ou são simplesmente variantes de grafia e pronúncia do mesmo vocábulo? Agradecia que desenvolvesse mais e melhor a questão, uma vez que estas formas são muito usuais e, por vezes, suscitam dúvidas.
A grafia de indústria e industrial
Queria saber a razão de a palavra "indústria" ser acentuada, e "industrial" não.
Ainda sobre “euro-região”
(eurorregião, pós-AO 1990)
(eurorregião, pós-AO 1990)
Agradecendo a gentil e límpida resposta do consultor R. G. (cf. «Euro-região», de novo), oferece-se-me ainda anotar o seguinte: O Vocabulário da Língua Portuguesa de F. Rebelo Gonçalves averba os topónimos «Euráfrica» e «Eurásia». Ora, se o elemento compositivo 'euro-' pertencesse à categoria dos prefixos e tivesse, inequivocamente, «o valor morfossintáctico de um adjectivo», conforme propõe Margarita Correia, não lhe teria posposto Rebelo Gonçalves um hífen ("Euro-África", "Euro-Ásia"), sem submeter, assim, o primeiro formante à elisão do 'o' final antes de vogal, regra enunciada no seu «Tratado de Ortografia», quer para os compostos que fundem um elemento substantivo com outro substantivo ou adjectivo, quer para todos os prefixos não constantes do «§ 27, alínea 3»? De igual modo procede o Dicionário da Academia das Ciências, ao consignar o vocábulo «europtimismo». Na verdade, elidindo-se tal vogal, também a duplicação do 'r' (ou do 's') intervocálico terá – permito-me julgar – de ser prevista, de acordo com as regras ortográficas assinaladas no mesmo «Tratado» para a aglutinação de elementos que postulem alterações grafemáticas. Não será, pois, o caso de «eurorregião»? Grato, uma vez mais, pela atenção dedicada a tão controverso tema, aproveito para renovar os meus sinceros cumprimentos.
