DÚVIDAS

Ainda sorção
Tenho a mesma dúvida que o Prof. Carlos Almeida vos apresentou. O termo «sorção» aparece como uma tradução directa da palavra inglesa "sorption", que é muito utilizada, por exemplo, na área dos polímeros. Estes materiais quando expostos a um gás sofrem processos de adsorção e absorção. Em muitos casos esses dois processos ocorrem simultaneamente e não é fácil distingui-los um do outro. Por outro lado, devido às características destes materiais, existe adsorção em "grupos funcionais" que se encontram fora da superfície do mesmo (é como se fosse uma adsorção de moléculas absorvidas). Não querendo que esta discussão se torne demasiado técnica, pretendo que fique claro que a palavra «sorção» aparece para designar um processo complexo que engloba a adsorção e a absorção mas que não é necessariamente uma "soma" dos dois processos tal como nós entendemos o seu significado na língua portuguesa, mas sim um processo mais complexo e que muitas vezes nem sequer é bem compreendido do ponto de vista físico-químico. A resposta que foi dada, por J. N. H., no sentido de utilizar a palavra adabsorção não me parece satisfatória, até porque lida soa muito mal. Será que o uso do termo «sorção» é assim um "pecado" tão grande. Já agora tenho outra dúvida. Quando um polímero aumenta de volume devido à absorção (ou, se quiserem, «sorção») devemos dizer que: existiu “entumecimento” ou “intumescimento”. Ambos os termos existem na língua portuguesa. Qual será o mais indicado e porquê? Obrigado.
O significado da expressão «dar porrada de cego»
Ao ler uma composição de Camões, deparei-me com a expressão «dar porrada de cego». Gostava de saber se é uma expressão idiomática. Além disto, há algum dicionário dos termos utilizados por Camões? Agradeço a atenção e envio a composição. A este moto seu: Venceu-me Amor, não o nego; tem mais força qu'eu assaz; que, como é cego e rapaz dá-me porrada de cego! Volta Só porque é rapaz ruim, dei-lhe um bofete, zombando; diz-me: – Ó mau, estais-me dando porque sois maior que mim? Pois se eu vos descarrego... em dizendo isto, chaz! torna-m' outra. Tá! rapaz, que dás porrada de cego! Camões Muito obrigada.
Orações subordinada infinitiva, coordenada alternativa e subordinada condicional
Nas frases «Aconselhei-a a não sair de casa» e «Estou cansado, senão ainda íamos trabalhar», como divido e classifico as orações? No caso da primeira frase, a preposição pertence à subordinante ou à subordinada substantiva infinitiva? Na segunda, a ideia de condição parece estar patente, mas não me parece bem afirmar que a segunda é adverbial condicional, quando a condição está na primeira, como indica esta frase de sentido equivalente: «Se não estivesse cansado, ainda íamos trabalhar.» Os meus agradecimentos.
Orações subordinadas substantivas infinitivas seleccionadas por deixar
Gratas saudações pelo excelente serviço prestado. Esclareçam-me, por favor: considera-se que só existe oração subordinada substantiva infinitiva quando esta contém uma forma verbal no infinitivo pessoal (Ex.: «É bom respirares este ar.»). Como dividir e classificar, então, as orações presentes na primeira frase de uma carta que Eça de Queirós envia ao seu amigo Oliveira Martins: «Deixa-me primeiro dar-te algumas notícias minhas.»
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