DÚVIDAS

Sobre a evolução semântica de reconhecido
A acepção de Reconhecido por grato, agradecido (como estou para a equipa do Ciberdúvidas) para mim está muito bem. Mas que dizer no sentido de valioso, famoso, popular, competente, como já várias vezes tenho dado conta? Como um pintor, poeta, cientista, reconhecido? Eu arriscaria, na minha ignorância, que não passa de corrupção proveniente do inglês “recognised”. Se for o caso, não teremos mais que uma espécie de tradução-significado por analogia-semelhança, tão perniciosa como ridícula? Ou não será?
Solicitar ‘vs.’ pedir
Gostaria de obter informação sobre o emprego de «solicitar» e «pedir». Tendo em conta os destinatários (colegas, superiores hierárquicos, representantes de empresas, instituições, entre outros), qual é a forma mais correcta de abordar quando pretendo, por exemplo, pedir o envio de uma informação: – Solicito o envio da informação referida; – Peço que envie a informação referida; – Peço o favor de enviar a informação referida. Muito obrigada!
O pronome inerente se
Agradecia que me ajudassem a classificar o pronome se no excerto de um texto de Possidónio Cachapa sobre repartições públicas que passo a transcrever: «Fui recebido num cubículo de 2 × 3 m, onde se amontoavam quatro pessoas. Um deles era, claramente, o líder. Devia ter uns vinte e muitos e, de forma explícita, o seu sonho de se tornar comediante começava a desmoronar-se.» Poder-se-á considerar o pronome se, nos três casos, um pronome reflexo? Será que, quando acompanha o verbo desmoronar, ele pode ser considerado inerente, uma vez que o verbo pode ser utilizado sem o pronome? Ainda uma outra questão: No texto que introduz a dúvida que acabo de expor, deveria ter sido colocada uma vírgula antes do pronome relativo que? Não o fiz por considerar que a oração relativa era restritiva. Estará incorrecto o raciocínio?
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