As quatro acepções da palavra cáfila
Segui pela 1.ª vez a emissão da rubrica "O Jogo da Língua", na Antena 1, cuja pergunta era sobre o coletivo «cáfila». Na minha pesquisa sucinta, cheguei a outra conclusão, a qual passo a descrever: «Cáfila – Comboio de mercadorias no interior da Ásia e África; corja, bando, súcia.»
O elemento de formação mini-
Encontrei no mais recente dicionário da Porto Editora as grafias “mini-saia” e “minissaia”. É mesmo assim? A que regra posso recorrer para não ter dúvidas com este prefixo “mini-”? Fiquei a saber, pelas vossas respostas, que miniteste não leva hífen... Antecipadamente agradecida pela vossa atenção.
Orações interrogativas ‘vs.’ orações completivas
A TLEBS não refere as orações interrogativas indirectas, classificando-as apenas como completivas. Porém, se nos orientarmos pelo que aí é dito sobre este tipo de subordinadas, ficamos sem saber como devem ser analisadas frases do tipo das que seguem: 1. Diz-me como te chamas. 2. Ignoro onde ela vive. 3. Perguntei quando regressavas. 4. Não sei que aluno faltou à aula. 5. Não sei quantos alunos faltaram às aulas.
De facto, a TLEBS não fala de advérbios interrogativos e parece não fazer referência a determinantes interrogativos. Aliás, a enumeração dos vocábulos que, segundo a TLEBS, podem introduzir subordinadas completivas não inclui nenhum dos que acima utilizamos. Que devemos concluir? Ainda outra dúvida: como devemos dividir e classificar as orações na frase «Não sei (o) que tenho»: a) Subordinante: «Não sei o (=aquilo)»; Subordinada relativa: «que tenho»; ou b) Subordinante: «Não sei»; Subordinada completiva (interrogativa indirecta?): «o que tenho.» Muito obrigada.
Forma de tratamento de um doutorando
Aquando da redacção de uma carta de apresentação dirigida a uma senhora possuidora de mestrado e em fase de conclusão de doutoramento, deparei-me com a dúvida na forma de tratamento: «Exma. Mestre» ou «Exma. Doutoranda»?
A tradução do neologismo inglês weaponization
Gostaria de saber da vossa parte a traducão mais correcta do neologismo inglês weaponization, derivado do verbo weaponize. Pouquíssimas são as traducões que encontro, mas há uma palavra que encontro várias vezes, que é «armamento», mas uma forma parecida existe na língua inglesa que é armament, derivado do latim com o mesmo significado em português. Compreendo a palavra muito bem na sua língua original, a dificuldade surge quando a tento traduzir para o português.
A grafia do plural de alguém
Estará correcta a grafia "alguéns"?
A origem da expressão «não dar tapilho»
Gostaria de saber a origem da expressão «não dar tapilho». Obrigado.
A expressão «à uma... à outra»
Penso ter lido tudo, ou quase, à volta do «há» e do «à». Penso que o correcto é escrever: «Por duas razões: à uma, porque... à outra, dado que...» Penso. Mas certeza não tenho.
A origem de Cabrela
Gostaria de saber a origem desta palavra. Obrigado.
Incumbente, de novo
Numa anterior resposta consideraram aceitável a utilização em português da palavra “incumbente” para significar, como em inglês (“incumbent”), o actual detentor ou ocupante de um cargo ("the incumbent president").
Porém, actualmente é muito mais comum o uso dessa palavra em outro contexto. Como no seguinte extracto:
«As telecomunicações e a electricidade continuam a impedir o crescimento económico em Portugal porque os seus incumbentes são demasiado fortes e os preços mantêm-se demasiado elevados», afirmou ao «Jornal de Notícias» Bénédicte Larre, directora do departamento de economia para Portugal e México, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE).
Será igualmente aceitável?
Muito obrigado.
