DÚVIDAS

A pronúncia de "Papus"
Recentemente, ao fazer a apresentação de um trabalho, citei como fonte Papu, com pronúncia grave, pseudônimo do médico espanhol e ocultista (1865), que fixou residência na França, de nome Gérard Anaclet Vincent Encausse, que assim se autodenominou após a leitura do Nuctameron (O Dia de Deus Que Resplandece nas Trevas), famosa obra de Apolônio de Tiana (Turquia, 2 a. C.-98 d. C.). Papus, que significa «O Médico da Primeira Hora», sei ser de origem grega. Na ocasião, fui advertido de que a pronúncia correta é "papi", como é corrente na França. Enfim, qual a pronúncia correta? Antecipadamente, agradeço-lhes a colaboração.
«Até aí, morreu o Neves»
Gostaria de perguntar-lhes sobre a origem de duas expressões usadas no Brasil (e talvez também em Portugal): 1. «Até aí morreu Neves...» — significando «Isso já é sabido e não acrescenta nada de importante». 2. «Foi a alma do Cunha» — empregada quando se ouve em casa algum ruído de origem desconhecida e não passível de fácil determinação. O máximo que já consegui, depois de muita pesquisa, foi saber que, segundo João Ribeiro, citado por Antenor Nascentes, em seu Tesouro da Fraseologia Brasileira (terceira edição revista por Olavo Aníbal Nascentes. [Rio de Janeiro]: Editora Nova Fronteira, [1986], s. v. Neves), a frase «Até aí morreu Neves» poderia ter origem em algum entremez, vaudeville ou comédia. E nada mais diz sobre a data, local e origem da pretensa peça... Continuo, portanto, curioso sobre quem teriam sido os tais Neves e Cunha (personagens reais ou imaginárias?, portugueses ou brasileiros?...). Agradeceria muito se algum dos senhores pudesse lançar maiores luzes sobre a distinta dupla.
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