DÚVIDAS

Variantes do imperativo dormi e fazei
É mais ou menos comum ouvir [em certas regiões de Portugal] a expressão "Durmide (dormide) bem", ou "Fazeide boa viagem", ao expressar esse desejo a duas ou mais pessoas. Estas expressões parecem "descender" de «vós dormis» e «vós fazeis», ou melhor, se eliminássemos a terminação de teríamos dormi e fazei. Qual é a forma correta? Usar simplesmente durmam e façam? E que tempo verbal é este, por favor? Seria o imperativo? Muito obrigado.
O nome butelo
Para referir um conhecido enchido transmontano, também conhecido nas regiões espanholas vizinhas, é mais correto "butelo" ou também pode escrever-se "botelo"? «BUTELO butêlo m. Prov. trasm. Chouriço grosso, que leva osso moído de suan. bulho m. Prov. trasm. Espécie de chouriço, em que entram cartilagens e ossos tenros de porco, especialmente das costelas e do rabo. botelha, (tê) f. Garrafa. Vinho, contido numa garrafa. (B. lat. butticula, de butta) Botellum ' gall . butelo ' , una variedad de embutido ' , es un término más común : en fr . boyau ( “ tripa ' ) , en it . budèllo (“tripa") , documentado desde el s . XIII . Butè. Mettere, porre, collocare – “EMBUTIR/ENCHER”» Obrigado.
O neologismo zerésimo
Encontrei a "palavra" zerésimo (em português), zeroth (em inglês) e cerésimo (em espanhol) em diversos dicionários, sejam físicos, sejam digitais... e, em tese, seria o numeral ordinal anterior ao primeiro! Pois muito bem, é legítimo usar o termo zerésimo? Por exemplo, na seguinte situação: alguém que não tem netos, até o momento, está em seu "zerésimo" neto (por exemplo)! Existe o termo? É neologismo? É algo comum de se utilizar? Por favor, muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O advérbio interrogativo quando
A gramática de Cunha e Cintra apresenta o seguinte: «Integrantes (servem para introduzir uma oração que funciona com o SUJEITO, OBJETO DIRETO, OBJETO INDIRETO, PREDICATIVO, COMPLEMENTO NOMINAL ou APOSTO de uma outra oração). São as conjunções que e se.» Levando em consideração a frase «Não sei quando chegarei da viagem», poder-se-ia dizer que quando, em alguns contextos, também é uma conjunção integrante, pois a estrutura «…quando vou chegar da igreja» parece funcionar como complemento de objeto direto? Obrigado antecipadamente.
Concordância: «Quanta luz é o suficiente para...»
Num artigo deparei-me com a seguinte sequência: «Quanta luz é o suficiente para...» Tendo em conta que luz é nome feminino, não deveria existir uma concordância entre esse nome e a expressão «o suficiente»? Sei que «o suficiente» é uma expressão adverbial, contudo sendo o verbo ser selecionador de predicativo do sujeito, pergunto se é possível manter a estrutura da expressão adverbial. Obrigada.
O anglicismo «save the date»
Hoje em dia é muito frequente usar-se a expressão «save the date» quando se quer que as pessoas reservem o dia para um evento, como um casamento, mas a data ainda está por confirmar ou ainda é muito cedo para se mandar o convite. Ouve-se muito «mandar um save the date» ou «já recebi o save the date». Gostaria de saber se existe algum termo equivalente em português. Ou, em não existindo, se a tradução mais correta seria dizer, por exemplo, «reservem o dia» ou «marquem nas vossas agendas». Muito obrigado e parabéns à equipa do Ciberdúvidas por este serviço.
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