Sobre a forma mai-lo
Na expressão «mais o mar que eu nunca vi» oiço, por vezes, a forma antiga «mai-lo o mar...». Como se pode classificar gramaticalmente esta forma de expressão que, penso, tenha caído em desuso?
Média-Pérsia
Lembro-me de que sempre vi escrita a denominação Média-Pérsia para designar a união dos medos e dos persas (o segundo grande império mundial), mas de uns tempos para cá tenho observado a estranha grafia Medo-Pérsia para referir-se ao mesmo império. Acho-a inusitada porque medo é adjetivo e Pérsia é substantivo. Julgo que o nome correto desse antiqüíssimo império deve trazer os dois substantivos: Média-Pérsia. Que dizeis?
Muito grato.
A análise da palavra escritas
«As suas palavras trago-as escritas no coração.»
Estou a ter alguma dificuldade em analisar sintacticamente a palavra escritas, é um particípio passado, mas aqui tem função de atributo, ou de complemento circunstancial de modo? E morfologicamente é um verbo no particípio passado, ou adjectivo?
Megálito
Tenho assistido a algumas conferências sobre arqueologia e tenho ouvido duas versões para a pronúncia da palavra "megalito". Umas vezes "mégalito" e outras vezes "megálito". Qual a forma correta?
Os meus agradecimentos pelo vosso esclarecimento.
Neologismos
Antes de mais nada, quero felicitá-los pelas cuidadosas e precisas explicações às dúvidas formuladas. Destaco os comentários sobre o plural de decibel. Magnífico!
Ilustra uma polêmica freqüente nas revisões de textos técnicos. Muitos técnicos e cientistas, principalmente no Brasil, acreditam que não precisam usar as regras da gramática portuguesa nos seus escritos técnicos. Nasce assim entre eles uma linguagem distorcida e idiossincrática num hermetismo até anticientífico. O mais comum é a criação de neologismos, principalmente, mal aportuguesados do inglês, para exprimir pensamentos já representados por vocábulos da nossa língua. Este é o caso da palavra “massivo”, cada vez mais usada no jornalismo brasileiro para traduzir “massive”, quando a tradução correta é maciço. Entre muitas outras, tenho encontrado “intervencionar” para exprimir intervir, “revegetar” para substituir replantar.
Depois de procurar em vão, como já esperava, por estes neologismos nos melhores dicionários de nossa língua, deparei-me na Internet com um "Portal da Língua Portuguesa" (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) que até conjugava o verbo “intervencionar”.
Pergunto, pois, quais as regras e os cuidados na criação de neologismos? É aceitável usar neologismos no lugar de palavras já existentes, mesmo que já figurem como tradução de termos estrangeiros nos melhores dicionários bilíngües? Qual a orientação sobre este assunto que posso ter ao fazer revisões nos textos técnicos?
A origem do apelido Catarino
Qual a origem do meu apelido, Catarino? O que significa?
Agradecida.
Incumbência
O que é "econbência"?
Regência em «chegar a um consenso»
Qual a forma correta?
«As partes não chegaram a um consenso...»
ou
«As partes não chegaram em um consenso...»?
Grata.
O significado da expressão «Cocó, Ranheta e Facada»
Minha mãe e meu pai são portugueses e costumam falar a expressão: «cocó, ranheta e facada». Podem explicar-me qual o significado dessa expressão? O que significa cocó? O que significa ranheta?
Agradeço a ajuda.
Frangível
Eu encontrei o termo "fangível" num texto técnico. Este texto prescreve as características de materiais ou componentes de uma obra. A obra em causa são abrigos (pequenas casas) destinadas a ter dentro equipamento eléctrico, e/ou autómatos. Exige-se entre outras características que essas cabinas sejam "fangíveis", em conjunto com resistência a variados factores ambientais... Eu fiquei perplexa, pois não conheço o termo, e não encontrei no dicionário. Mas a verdade é que a nível técnico há muitos termos não dicionarizados, e a língua está continuamente a formar-se, pois os conceitos estão sempre a ser criados.
Agradeço a vossa ajuda.
