Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Classe de palavras: conjunção
Miguel Moreira Estudante Leiria, Portugal 10K

Aprendi na escola que «nem... nem» é uma locução conjuncional coordenativa copulativa. No entanto, enquanto estudava para o teste de Português, encontrei numa ficha informativa do meu manual a mesma locução classificada como disjuntiva.

Esta locução pode classificar-se de duas formas diferentes tendo em conta o contexto?

Por exemplo, como devo classificar a oração coordenada da seguinte frase: «no fim de semana, nem estudei, nem me diverti»?

Obrigado!

Ana Duarte Estudante Lisboa, Portugal 16K

Qual a forma correta: «São inúmeras as vezes em que», ou «são inúmeras as vezes que»?

Luiz Henrique Castiglione Engenheiro Rio de Janeiro, Brasil 45K

A frase «As etapas referentes ao pré-campo, campo e pós-campo foram executadas consoante esta nova metodologia» está correta? A pergunta se deve ao fato de que a introdução do plural consoantes, em lugar do singular consoante, me causa certa estranheza, a despeito de, ao fim e ao cabo, a consonância que tento expressar se referir às «etapas».

Muito obrigado!

Markus Dienel Estudante Faro, Portugal 25K

É correcta a frase assim: «Tudo aparece como se (fora) escrito com letras de fogo»? Ou devia-se dizer assim: «Tudo aparece como que escrito com letras de fogo»? Ou simplesmente «Tudo aparece como escrito com letras de fogo»? Qual o vosso parecer?

Grato.

Sónia Ventura Estudante Macau, China 23K

Quais são as diferenças entre «no caso de» e «em caso de»?

Ana Pinto Professora Porto, Portugal 18K

A locução «no entanto» é conjuncional coordenativa adversativa, ou adverbial?

A minha dúvida deve-se ao surgimento dos advérbios conectivos. Não acontece com «no entanto» o mesmo que com as "ex"-conjunções porém, contudo e todavia?

Agradeço e felicito a vossa disponibilidade.

Sara Pedro Formadora Fafe, Portugal 13K

É frequente assinalar-se o que do verso «Que eu canto o peito ilustre lusitano» como causal.

No entanto, na pergunta 31 499, o que do exemplo «Empresta-me o teu dicionário, que deixei o meu em casa» é classificado como explicativo.

Não são as duas frases semelhantes? Nesse caso, poderíamos classificar a oração desse verso d´Os Lusíadas como explicativa?

Confesso que a noção de orações coordenadas explicativas aplicada a estes dois exemplos me causa alguma dificuldade. Compreendo perfeitamente o exemplo dado no Dicionário Terminológico, mas não tenho a certeza.

A indicação, dada em várias fontes, de que a coordenada explicativa não pode ser colocada no início da frase não está, por outro lado, de acordo com a explicação dada a uma pergunta já de 1/03/2007, com o título A função do que. Nessa questão, é apresentado o exemplo da frase «passámos a tarde debaixo do chapéu, que o calor era insuportável», tendo sido sugerida a classificação da oração iniciada por que como subordinada causal. Ora, não me parece que esta oração pudesse iniciar a frase: *«que o calor era insuportável, passámos a tarde debaixo do chapéu».

Agradeço, desde já, a vossa resposta e todo o trabalho que têm vindo a realizar.

Irene Romão Professora Chaves, Portugal 37K

Gostaria de ver esclarecida uma questão relativa à classe de palavras. Trata-se da palavra portanto, que, ao que parece, deixou de ser conjunção para ser considerada por alguns autores (e/ou gramáticos?) um advérbio conectivo com valor de consequência. Haja alguém, por favor, que venha por um ponto final na confusão que reina nos manuais escolares e me diga qual é a classe morfológica desta palavra.

Obrigada.

Joana Rocha Desempregada Porto, Portugal 9K

Relativamente à posição dos pronomes pessoais em adjacência verbal, uma das regras é que o pronome deve ser colocado antes do verbo quando está integrado numa oração subordinada.

Ex.: «Tu prometeste que consertarias a fechadura.»/«Tu prometeste que a consertarias.»

Então, por que motivo na frase «Não te preocupes, que ele repõe o dinheiro», se tivermos de substituir «o dinheiro» por um pronome pessoal, a frase fica «Não te preocupes, que ele repõe-no.» Nesta frase o pronome também não está integrado numa oração subordinada?

Obrigada.

Ana Escrivão Desempregada Évora, Portugal 25K

Na resposta à pergunta n.º 31 352, explica-se ser uma oração coordenada assindética a apontada, iniciada por porém. Desde quando porém deixou de ser conjunção adversativa, que nem o ILTEC se deu conta? Quando é que vamos ter coordenação nas revoluções linguísticas, a bem, quanto mais não seja, da capacidade de apoio intergeracional ao estudo da língua?