DÚVIDAS

Os pronomes relativos o que e que em orações relativas apositivas
«Imaginemos, não o diálogo, que esse já aí ficou, mas os homens que o sustentaram, estão ali frente a frente como se se pudessem ver, que neste caso nem é impossível, basta que a memória de cada um deles faça emergir da deslumbrante brancura do mundo a boca que está articulando as palavras,...» José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, pág. 180 Gostaria muito que me dissessem se o que da proposição «que neste caso nem é impossível» no texto de Saramago faz parte da locução o que, e ipso facto, equivale a isto, e essa mesma construção poderia ser vista como relativa apositiva, ou, se se trata de um que causal segundo pensa o gramático brasileiro Napoleão Mendes de Almeida. Agradeço-vos, desde já, não só a minha resposta mas também o vosso trabalho monumental. Muito obrigada!
Oração consecutiva vs. oração relativa: um caso de ambiguidade
Antes de mais,agradeço o contributo que têm dado, ao longo de vários anos, para melhor se compreender, falar e escrever a língua portuguesa. Na análise da frase, abaixo transcrita, surgiram-me algumas dúvidas. «A era do petróleo criou prosperidade a uma escala que as gerações anteriores não poderiam sequer imaginar.» A oração iniciada por que será subordinada adjetiva relativa restritiva, ou subordinada adverbial consecutiva (dado que estará implícito, na subordinante, que «criou prosperidade a uma escala [tal] que...»)? Agradeço a paciência e disponibilidade!
Coordenação de modificadores do substantivo
Li no jornal Público a seguinte frase: «Nas últimas duas semanas, 32 palestinianos e sete israelitas morreram na mais recente onda de violência em Jerusalém e na Cisjordânia – a mais grave dos últimos anos e que muitos consideram ser o início de uma terceira intifada (revolta), depois das iniciadas em 1987 e em 2000.» A minha dúvida é a seguinte: é aceitável coordenar uma oração relativa com outra estrutura que não uma oração relativa? Ou seja, para escrever «e que» não temos de ter antes um que? Creio que a frase deveria ser como a apresento de seguida, mas queria ter a certeza: «Nas últimas duas semanas, 32 palestinianos e sete israelitas morreram na mais recente onda de violência em Jerusalém e na Cisjordânia – que é a mais grave dos últimos anos e que muitos consideram ser o início de uma terceira intifada (revolta), depois das iniciadas em 1987 e em 2000.» Muito obrigado.
A classificação da conjunção correlativa «nem... nem...»
Aprendi na escola que «nem... nem» é uma locução conjuncional coordenativa copulativa. No entanto, enquanto estudava para o teste de Português, encontrei numa ficha informativa do meu manual a mesma locução classificada como disjuntiva. Esta locução pode classificar-se de duas formas diferentes tendo em conta o contexto? Por exemplo, como devo classificar a oração coordenada da seguinte frase: «no fim de semana, nem estudei, nem me diverti»? Obrigado!
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