Comparativo: «mais bem do que mal»
É correto dizer «Falaste mais bem dele do que mal» ou dever-se-ia dizer: «Falaste melhor...»?
Efetivamente, o senso comum diz-nos que, quando o verbo não está no particípio passado, se deve dizer melhor. No entanto, no entender de alguns puristas como Sá Nogueira, melhor é comparativo de «mais bom» e nunca de «mais bem», como julgo que afirmam numa das vossas respostas.
Mesmo assim, esta posição será válida?
Tendo fundamento, devemos ser nós mais puristas ou laxistas?
Malgrado a insistência neste tópico que se faz presente nas respostas inúmeras dadas aqui na página, gostaria que me elucidassem (e, se o assunto for polémico e não se importarem, debatessem) as minhas dúvidas.
Um bem-haja a todos os consultores!
«Do tempo em que» e «de quando»
Gostaria, por gentileza, de uma orientação sobre poder ou não suprimir o substantivo (no caso tempo) em construções como os exemplos abaixo:
«Só gosto de músicas de quando eu era criança.»
«Só gosto de músicas do tempo quando eu era criança.»
Daí, fica a dúvida qual das duas construções está correta ou ambas estão?
Obrigado.
Virtualmente, eventualmente e aparentemente
Creio que se usam muitas vezes os advérbios virtualmente e eventualmente incorretamente, como anglicismos. São-no, de facto?
Além do mais, o advérbio aparentemente será um galicismo? Sendo-o, quais são as alternativas?
Finalmente, peço-vos que, caso conheçam outros advérbios utilizados «à inglesa», «à francesa», «à espanhola» ou «à italiana», os deem a conhecer para, possivelmente, corrigir incorreções desapercebidas.
Bem hajam!
Locuções adverbiais de meio e instrumento
Há alguma diferença entre as locuções adverbiais de meio e instrumento? Ao meu ver, não! Porém...
Há alguns gramáticos que usam as duas classificações separadamente. Mas... percebi também que existem gramáticos que usam apenas uma ou outra e outros colocam as duas locuções como sinônimas.
Desde já, agradeço aos Senhores pela enorme atenção que sempre tiveram comigo e com todos que procuram saber sobre a Língua Portuguesa.
Advérbios e comparativo:
«muito menos bem organizado»
«muito menos bem organizado»
É correto dizer «muito menos bem organizado»?
Muito obrigada.
Os advérbios aqui, cá, lá e acolá
Tenho uma dúvida entre o uso de aqui, cá, lá e acolá.
Quando é que se usa cada um deles?
Muito obrigada.
A função do advérbio até numa frase
Na frase «Até o chefe da seção notou minha inquietude», qual a classe gramatical do vocábulo até?
Qual a função sintática do vocábulo até?
O vocábulo até se refere ao «chefe da seção» ou à oração inteira?
Se o termo até for deslocado na frase assim:
«O chefe da seção notou até minha inquietude.»
muda a função sintática?
Grato.
Demais e «de menos»
«Um pai que ajudou demais um filho e agora ajuda "demenos"». Nesta frase as palavras "demais" e "demenos" estão corretas?
Sobre o uso de onde
Não foram poucas as vezes em que tive de pesquisar quais as situações nas quais se usa a palavra onde, após me deparar inúmeras vezes com ela sendo usada, muitas vezes de forma claramente incorreta, como referência às mais diversas coisas, desde períodos de tempo a textos e equações, em contextos que exigem linguagem formal, como notícias, artigos e livros texto.
Sempre cheguei à mesma resposta: a palavra onde deve ser usada unicamente como referência a lugares físicos.
Minha pergunta é: existe algum contexto dentro da linguagem formal em que seja permitido o uso da palavra como referência a algo que não seja um lugar, alguma nuance que o permita ou algum erro na resposta que encontrei inúmeras vezes?
Acho difícil acreditar que a palavra seja tão amplamente utilizada de forma incorreta em contextos formais, e é mais provável que seja eu quem está errado, mas não encontro nenhum material que indique isso.
Obrigado.
O advérbio tanto com verbos
«Hoje estamos aqui para falar da origem do azulejo uma das artes da qual tanto nos orgulhamos.»
Nesta frase, existe uma palavra tanto, o que significa?
