Simulacro vs. simulação
Qual a diferença entre simulacro e simulação e em que situações devemos usar uma e não a outra palavra? Lendo o dicionário parecem quase sinónimos mas, se existem duas palavras, deve haver alguma distinção.
A água, um alimento
Podemos apropriar-nos do termo alimento para congregar todo o tipo de substâncias comestíveis sólidas e líquidas? Ou seja, até que ponto a correção da língua portuguesa nos permite utilizar a palavra alimento para designar, por exemplo, água? Aquando da clarificação de ambos os conceitos no dicionário online Priberam, apercebi-me de que alimento corresponde àquilo «que serve para conservar a vida aos animais e às plantas» e água ao «líquido natural [...] indispensável para a sobrevivência da maior parte dos seres vivos», pelo que, presumo eu, se poderá afirmar que «a água é um alimento», sem que se incorra em erros de semântica.
Grato desde já pela resposta.
O significado do radical lamp-
Lâmpada, lamparina, lampejo e... lampreia: são palavras da mesma família? Qual pode ser o significado do radical lamp-, que me parece irmanar todas elas?
A diferença entre «sob aviso» e «sobreaviso»
Como se podem diferenciar no uso as seguintes expressões sob aviso e sobreaviso?
«Faixa de rodagem» vs. «via de trânsito»
Tem-se ouvido e lido com alguma frequência o termo «faixa de rodagem» e «via de rodagem», quando se fazem referências à circulação automóvel numa autoestrada, por exemplo. Na minha perceção linguística, talvez até influenciado pela sonoridade, costumo dizer que «a autoestrada Lisboa-Porto é uma via de acesso, com quatro faixas de rodagem, sendo duas em cada sentido». Logo, uso o termo «faixa de rodagem».
Assim, e agradecendo desde já, solicito a vossa ajuda de forma a perceber se se deve dizer «faixa de rodagem» ou «via de rodagem».
Por maioria de razão vs. a maioria das razões
Diz-se: «maioria de razões» ou «maioria de razão»?
Derivação não afixal não pode levar afixos
Está correto aceitar que comida deriva, por processo não afixal, de comer? Não se trata aqui de um erro da editora? Algumas redefinições gramaticais também me intrigam.
Dada a explicação de uma editora, no processo não afixal, em que ensina a retirar simultaneamente a vogal temática a e o sufixo r à forma verbal trocar, por exemplo, e depois acrescentar a vogal o para construir troco, não estamos a afixar novamente o sufixo o? Isto não é mais confuso para um aluno e, afinal, não se trata de um processo de afixação?
E já agora, porquê a terminologia afixação em vez de afixal, se se opõe a não afixal? Para mim, faz sentido, sim, o processo da derivação regressiva: trocar > troca, em que apenas se retira o sufixo do infinitivo r.
Obrigado pela vossa paciência e tempo despendido.
Ainda a razão da grafia de ontem e de hoje
A resposta do Ciberdúvidas, dada por D´Silvas Filho, não esclarece por que razão o vocábulo ontem já se escreveu com h: “hontem”. É uma questão que também nunca consegui apurar. Terá sido por analogia com hoje ou com a palavra latina heri que significa «ontem»? No Diccionario da Lingua Portugueza de Antonio de Moraes Silva (8.ª edição, Volume II, 1891), a entrada ontem remete-nos para “hontem”, dando alguns exemplos: «desde hontem», «até hontem», «para hontem», «hontem foi dia sancto». Também na palavra erva, o mesmo dicionário nos remete para herva.
Mas neste vocábulo pode perceber-se a grafia com h através do seu étimo latino: herba. Do mesmo modo se podem compreender as grafias de húmido (português europeu) e úmido (português do Brasil), pois em latim existem as duas grafias: umidus e humidus. Alguns dicionários de latim referem que o h de é adventício, foi acrescentado a umidus por uma falsa aproximação com o vocábulo humus («terra»). Mas com o vocábulo ontem, que veio do latim ad noctem, não se percebe a ortografia “hontem”…
Complemento do nome vs. modificador do nome
Segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra, capítulo 11, pronomes possessivos, pág. 341-342, o pronome possessivo em «Que palpita em teu louvor» tem valor equivalente a "de ti" (em louvor de ti), que exerceria a função de complemento nominal. Dessa maneira, diferentemente do que ocorre com a maioria das construções, seria esse possessivo, de fato, um complemento nominal e não um adjunto adnominal?
Improviso no sorriso na canção «Antes do adeus»
Tenho uma dúvida. Não sei a quem se refere a expressão «improviso no sorriso», não sei se é o sorriso de quem canta ou é o sorriso da outra pessoa. Também não sei se improviso, neste caso, é do verbo improvisar ou é o substantivo derivado do dito verbo.
O contexto é a canção "Antes do adeus", de Célia Lawson, que ganhou o Festival RTP da Canção, em 1997, e representou a RTP na Eurovisão, ficando no último lugar, com 0 pontos. «Antes do adeus (Tuas trovas, teus lamentos)/Improviso (Ouviam-se em toda a rua)/Antes do adeus (Na outra esquina do vento)/No sorriso (Na outra face da lua)/Antes do adeus (Os teus sonhos eram meus)/Paraíso (A minha vida era tua)/Lemos os sinais (Antes de dizer adeus)/E até fomos imortais.»
