DÚVIDAS

A coordenação num sujeito composto, outra vez
Na resposta sobre o tema suprarreferido, afirmou-se: «c) mas, se articularmos duas orações, sem que estas se encaixem numa frase matriz para aí desempenharem a função de sujeito (p. ex., «Eles cometeram pecados e têm vícios»), não falamos em sujeito composto, porque cada oração tem o seu próprio sujeito, eventualmente indeterminados, apesar de correferentes, como ocorre em «pensa-se e diz-se», cujos sujeitos são indeterminados.» A frase comentada é a seguinte: «Pensa-se e diz-se que é possível que haja vida noutros planetas.» Penso que não haja aí sujeitos indeterminados, mas sujeitos oracionais representados pela frase «que é possível», sendo «que haja vida noutros planetas» também sujeito oracional de «é possível». Trata-se, em meu entender, de um interessante encadeamento de orações com vínculo sintático com «pensa-se» e «diz-se». Peço ao professor Carlos Rocha a fineza de comentar. Obrigado.
Colocação opcional do pronome pessoal
Li, com muito interesse, a peça de Sandra Duarte [intitulada "Apresente-se sem nódoas linguísticas!"]. Apesar disso, no final, fiquei com dúvidas sobre a regência de preocupar-se e sobre a colocação do pronome reflexo em «se apresentar»: «Por conseguinte, preocupe-se não só em construir um bom CV, mas também em se apresentar com rigor e sem nódoas linguísticas!» Agradecia a vossa prestimosa opinião. Obrigado.
Indicativo e subjuntivo/conjuntivo depois dos verbos assegurar, garantir, certificar
Sempre tenho dúvidas em relação a construções com os verbos assegurar, garantir e certificar, especialmente quando precedidos do verbo dever. «Deve-se assegurar que os programas são compatíveis», ou «deve-se assegurar que os programas sejam compatíves»? «Dessa forma, garante-se que isso será feito», ou «garante-se que isso seja feito»? «Certifique-se de que a avaliação seja feita», ou «de que a avaliação será feita»? Indicativo, ou subjuntivo? Obrigada!
Coordenação de substantivos com regências diferentes
Mediante a seguinte construção frásica, em que idealmente deviamos ter duas preposições diferentes, por qual devemos optar? "À", "da", ou nenhuma delas, enunciando somente o lugar onde? (chegar à) – «com partida e chegada à cidade do Porto»; (partir da) – «com partida e chegada da cidade do Porto»; (lugar onde) – «com partida e chegada na cidade do Porto». Agradeço muito a atenção dispensada e o auxílio na nossa tão difícil língua portuguesa.
Quereria e queria
Para mim está claro o uso formal de quereria em orações subordinadas, por exemplo: «Se eu pudesse querer alguma coisa, quereria viajar.» Tenho dúvidas no caso das solicitações: «Eu quereria falar com você.»/«Eu queria falar com você.» Embora o uso da língua consagre a segunda opção, normativamente a primeira está correta? Ou este não é um caso de uso do futuro do pretérito e, sim, do imperfeito com sentido de atenuação? Obrigada!
Uma subordinante com uma estrutura de coordenação
Na frase «Eu como fruta e bebo água porque me faz bem à saúde», a oração «Eu como fruta» é coordenada, a oração «e bebo água» é coordenada copulativa, e «porque me faz bem à saúde» é subordinada causal. A minha questão é: a oração subordinante não existe? Esta oração está subordinada a uma oração coordenada? Obrigada, desde já, pela atenção dispensada.
«Patamar de Peter»
Encontrei na crónica A prateleira que nos mostra bem, de Ferreira Fernandes (Diário de Notícias, 29 de dezembro de 2010), a expressão «atingir o patamar de Peter» e não consegui entender bem o sentido, nem pesquisando na rede. A frase completa é:  «Seja porque ele atingiu o seu patamar de Peter (não exerce bem o cargo) ou porque é vítima de injustiça – não interessa, o facto é que quem de direito o quer demitir.»  Como tenho de traduzir para italiano o texto, quereria mais informações sobre a origem desta expressão e o seu significado.  Obrigada.
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