DÚVIDAS

A regência de ávido
A minha dúvida prende-se com a regência de ávido. Li no vosso material que a ávido se segue a preposição de (ver "Regência", no Glossário de erros mais frequentes). Todavia, tenho visto em muitos livros a preposição por, principalmente quando a esta se segue uma forma verbal. Por exemplo, «ávido por cooperar», «ávido por mexer», etc, Será que estamos perante uma formulação errada e a forma correta continua a ser com a preposição de (por exemplo, «ávido de cooperar» a «ávido de mexer»)? Obrigada.
A preposição de + oração de infinitivo: «de comer»
Eu li na gramática de Bechara (2018) que orações reduzidas de infinito como: «Eu estive com fome, e deste de comer.» «Eu estive com sede, e me deste de beber.» são orações adverbiais de finalidade, pois é como se dissesse: «Eu estive com fome e me deste algo para que eu comesse.» «Eu estive com sede, e me deste algo para que eu bebesse.» Mas o que eu gostaria de saber o porquê de estas orações reduzidas de infinitivo virem antecedidas da preposição de e assumirem um valor de oração adverbial de finalidade. O motivo seria por causa do verbo dar + de + (verbo no infinito)? Seria por causa da antonímia entre as palavras que norteiam o período: fome × comer, sede × beber? Eu realmente não sei. Desde já, fico agradecido pela resposta.
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