Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Campo linguístico: Modo/Modalidade
Luís Lucas Várias Lisboa, Portugal 195

Procurei informação sobre o tempo e modo seleccionados pela estrutura "não porque (...), mas porque" em algumas gramáticas, mas não encontrei informação sobre este caso específico. A minha dúvida prende-se principalmente sobre o modo seleccionado pela primeira parte da estrutura, que alguns manuais e sítios da Internet afirmam ter de ser o modo conjuntivo. Assim, seria possível dizer: Vou à praia, não porque me apeteça, mas porque me faz bem. Mas não seria correcto dizer: Vou à praia, não porque me apetece, mas porque me faz bem.

Agradeço antecipadamente a sua ajuda nesta questão.

 

[N. E. – Manteve-se a ortografia utilizada pelo consulente, a qual é anterior à atualmente em vigor.]

Antonio Serdoura Reformado Tomiño - Pontevedra, Espanha 478

Considero a expressão «acho que», utilizada como sinónimo de «penso que» (ou «considero que»), uma mediocridade linguística, infelizmente, muito em voga em Portugal. Será moda de telenovela ou influência daquela coisa denominada «acordo ortográfico de 1990»?

Cordiais saudações.

Manuela Salvador Cunha Professora aposentada Porto, Portugal 286

Creio que o futuro é um composto do infinito do verbo que se está a conjugar com o verbo haver. Assim sendo, como se explicam as formas do plural?

Amanda Krowli Estudante São Paulo, Brasil 617

Sei que a expressão haver de + infinitivo é geralmente indicada para referenciar ocorrências futuras, em forma de perífrase. Entretanto, gostaria de saber se casos há em que a supracitada possa fazer menção ao tempo presente, em sentido modal de obrigação, como em: «A dor há de ser (deve ser) a pior das sensações.»

Desde já, muitíssimo grata.

Maria Manuela Salvador Cunha Professora aposentada Porto, Portugal 1K

Na frase «a tempestade parecia que queria destruir o mundo», qual é a função da segunda oração?

Jorge Hamsten Matemático Niterói, RJ, Brasil 4K

Eu leio há muito tempo em textos técnicos de Matemática construções do tipo «Se um conjunto é finito, então qualquer subconjunto deste também é». Ou, quando muito, «Se um conjunto for finito, então qualquer subconjunto deste também é.» Essas parecem-me erradas (um erro aparentemente oriundo de um anglicismo). A que me parece correta é a seguinte: «Se um conjunto for finito, então qualquer subconjunto deste também será.»

Assim, tenho esta dúvida: em uma frase condicional do tipo «Se (...), então (...)», o verbo na oração subordinada deve necessariamente estar conjugado no modo conjuntivo? Ademais, pode-se estabelecer alguma relação a priori entre os tempos nos quais os verbos das orações principal e subordinada são conjugados?

Agradeço desde já.

Thiago Lima Estudante Araraquara, Brasil 2K

Gostaria de saber se a locução «até que» sempre é acompanhada do verbo no subjuntivo e, se sim, porque isso ocorre.

«Eu sairei até que tudo passe.»

«O tempo ficará parado até que findem o intervalo.»

«Fico até que todos façam os deveres.»

Obrigado.

Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 1K

Veja-se a seguinte frase:

«Esta não é notícia que se possa nem se deva divulgar.»

Veja-se esta outra (em que se altera a posição do advérbio não):

«Esta é notícia que não se possa (pode) nem se deva (deve) divulgar.»

Minha dúvida se situa justamente sobre a aparente necessidade de se empregar o tempo no indicativo (que me parece soar melhor) em virtude da simples modificação da posição do advérbio na frase.

Gostaria de um esclarecimento, o qual desde já agradeço.

Cristina Estêvão Administrativa Madrid, Espanha 1K

Qual seria a frases mais correta? «Com a X podes ser o que queiras» ou «Com a X podes ser o que quiseres»?

Obrigada.

Ramiro Brasil 1K

Por que se faz uso do futuro numa frase como esta «por que TERÁ acordado tão cedo»?