Na comunidade das ciências naturais, ciências humanas, ciências sociais e noutras áreas do conhecimento humano subsiste a dúvida (e a discussão) sobre se se deve adotar "Antropoceno" ou "Antropocénico" como o vocábulo adequado para designar a nova época geológica e cultural em que teremos entrado em meados do século XX.
O conceito de Antropoceno/Antropocénico é transversal a todas as áreas do conhecimento humano e traduz um tempo a partir do qual a humanidade se tornou uma força telúrica capaz de colocar em causa a sua própria existência, bem como a vida tal como a conhecemos, ao ponto de poder causar a sexta extinção em massa do planeta. Sendo um conceito não apenas geológico, mas também cultural, gostaria de saber a opinião dos linguistas do Ciberdúvidas sobre como devemos apelidar este novo tempo: Antropoceno ou Antropocénico?
Agradeço antecipadamente a vossa resposta e aproveito para felicitar o vosso trabalho, altamente meritório para a língua portuguesa.
Em espanhol a expressão saber a gloria indica que uma comida é muito boa ou um facto é muito aprazível.
Como tradução ao português, no dicionário da Infopédia, encontrei a expressão «saber-lhe pela vida».
No caso de se usar, seria correto conjugar o verbo, por exemplo: «sabe-me pela vida»?
Obrigada.
Creio que esta é uma boa altura para dissiparem as nossas duvidas relativamente ao uso de «estratego», «estratega» e «estrategista».
Isto porque, numa das vossas respostas, referem que se escreve estratego e não estratega, mas vários dicionários aceitam não só estratega mas também (na Infopédia, até como forma preferencial) «estrategista» (que, numa outra resposta vossa, aparece como forma do Brasil).
A confusão está criada. Pedia-vos que me ajudassem.
E agradeço desde já.
Já li a pergunta "A concordância do verbo doer" e tenho uma pergunta relacionada: tem a palavra dor de ser usada em concordância com o número da parte do corpo que está a doer?
«Dores na costas», mas «dor de cabeça»?
Na minha língua materna seria sempre o plural, porque a região que dói não é bem delineada e praticamente inumerável.
Os gramáticos falam de as apositivas poderem ser parafraseadas por coordenação em havendo duas asserções.
Tal juízo abrange ainda as restritivas ou é privativo das apositivas?
Muito obrigado!
Gostaria de saber, por favor, se a expressão «por baixo dos panos» está registada em Portugal. E, já agora, aproveito para perguntar se existe algum livro recomendável para a consulta de expressões deste género e dos seus fundamentos (algumas expressões são menos intuitivas).
Muito obrigado.
Gostaria de saber a etimologia e significado dos nomes Basseiros e Baceiros.
Já nos explicaram a etimologia da palavra noite, mas conseguem explicar o fenómeno recorrente de, em línguas diferentes, a palavra noite ser mais ou menos n + oito?
Mesmo que todas venham do latim, há alguma razão para esta relação entre noite e oito ou só coincidência?
Sobre as novas medidas que começam às 00h de 15 de janeiro, ou seja, no inicio de sexta-feira, podemos dizer 00h e meia-noite?
Por exemplo, as novas medidas começam à meia-noite de sexta-feira? É a mesma coisa (tal como 12h é o mesmo que meio dia)?
Obrigado e feliz 2021,
Usa-se correntemente a expressão «imagino o que não...» (terá dito, terá custado, etc.)
Gostava de saber qual é a lógica desta expressão, pois o mais correcto parece ser «imagino o que...».
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