DÚVIDAS

Plural de expressões substantivadas e de compostos (Brasil)
Entendo que expressões como louva-a-deus, «bumba meu boi», «chove não molha» não flexionam no plural porque são frases substantivadas, que são invariáveis. Entretanto, tem-se que bem-te-vi, bem-me-quer, não-me-toque flexionam no plural: "bem-te-vis", "bem-me-queres", "não-me-toques". Estas últimas me parecem ser frases substantivadas exatamente como as primeiras, entretanto, flexionam. Qual é a explicação desse fenômeno? Grato desde já!
Vírgula e gerúndio
Tenho uma dúvida quanto à pontuação e à relação sintática entre orações na frase «Dou de ombros, meus olhos mal passando da curva do seu nariz.» Gostaria de saber se é gramaticalmente adequado justapor essas duas estruturas apenas por vírgula, ou se elas configuram orações com relativa autonomia sintática, exigindo outra forma de pontuação (como ponto final, ponto e vírgula ou o uso de um conector). Em outras palavras, a segunda construção («meus olhos mal passando…») pode funcionar como uma oração reduzida com valor descritivo ligada à primeira, ou trata-se de uma estrutura independente que não deve ser separada apenas por vírgula? Obrigado.
«Vinha estudando»
Vejo sempre em livros o ensino de conjugação dos tempos composto com o auxílio do verbo ter.  Ex.: «Tenho estudado bastante...» Nunca vi, todavia, exemplos com o verbo vir, apenas na linguagem falada do dia a dia. Ex.: «venho estudando bastante nos últimos dias...» Assim, gostaria de saber se esta última construção é abrangida pela norma culta ou é fruto de coloquialismo. Desde já agradeço pelo apoio de sempre!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa