Maledicência
"Malidicência", ou "maledicência"?
Existem estas palavras com o significado de «dizer mal»?
Obrigada.
Ferroviário
A palavra ferroviário é formada por justaposição, ou por aglutinação?
Obrigada!
A regência do adjectivo superveniente
O adjectivo superveniente usa-se com a/à, ou pode usar-se também com com?
«Máquina de café» e «máquina do café»
Gostaria que me esclarecessem esta dúvida:
Por exemplo, diz-se «máquina de frutas», «máquina de sumos» ( estas com um sentido geral), mas porquê «máquina de café» e não «máquina do café» (quando esta é mais específica)?
Obrigada desde já.
A regência dos vocábulos atenção, atento e atendimento
Tenho um pouco de dificuldade com o uso dos vocábulos atenção, atento e atendimento no que diz respeito à regência. Como se usa esses nomes e quais o erros mais frequentes ao utilizá-los?
Os significados das palavras mediocêntrico e sociocêntrico
No âmbito de um trabalho para a disciplina de Sociologia da Educação, analisei um texto de Manuel Pinto e Sara Pereira ("As crianças e os media: discursos, percursos e silêncios"), no qual encontrei as palavras "mediocêntrico" e "sociocêntrico". Podem explicar-me os significados destas palavras, que não consigo encontrar?
Muito obrigada.
«Roupa enrodilhada/encorrilhada»
É mais correcto dizer «roupa "enrodilhada"», ou «roupa "encorrilhada"», se é que ambas significam «roupa com rugas»?
Muitos parabéns pelo projecto.
Obrigada.
Ainda Barém, Barein e Bareine
Muita estranheza me provocou a vossa resposta n.º 26759 sobre a forma «Bahrein» e o respectivo gentílico. Não é minha intenção corrigir-vos, e nem refutar a vossa resposta, mas gostaria de expor a minha interpretação. Eu sempre conheci o nome do país como «Bahrain» (بحرين). Sabendo eu que a língua árabe só possui três vogais (i, a, u) parece-me estranho uma grafia com e. Consequentemente, sempre pronunciei a parte final com um ditongo oral seguido de consoante nasal [ajn], e nunca como ditongo nasal [ɐ̃j] (como se fosse «ãe»). Por isso, provoca-me estranheza o «m» em «baremita»... Parece-me haver pequenas confusões sucessivas entre a escrita e a pronúncia. Deduzo que, a partir da forma escrita «Bahrein», alguém deve ter pronunciado as três últimas letras como se fossem um ditongo nasal (os Brasileiros, ao verem uma palavra escrita com uma consoante final nasal, pronunciam sistematicamente com uma vogal nasal, mesmo quando essa palavra não pertence à língua portuguesa!). Depois, a partir da pronúncia com ditongo nasal, aportuguesou-se a palavra para «Barém» (quando talvez, para ser mais fiel à pronúncia original, podia ter sido algo como «Baraine», por exemplo). E seguidamente, a partir da forma escrita «Barém», forjou-se o gentílico «baremita», sem no entanto nunca ter existido o fonema «m» que justificasse tal formação. Conforme o que eu tinha dito antes, não pretendo ter a arrogância de corrigir-vos. Mas talvez os «fazedores» da língua portuguesa possam ter um critério mais uniforme quando tentarem aportuguesar nomes estrangeiros: ou apoiam-se unicamente na grafia, ou apoiam-se unicamente na pronúncia. Obrigado pela atenção.
«O Rei Absoluto»
Chocou-me, hoje, numa peça televisiva que vi sobre «o Estado Absoluto de Luís XIV», chamarem-lhe também «Rei Absoluto». Sempre estudei o Absolutismo como uma teoria política e não como um substantivo. É mais moderno, ou está na verdade correcto chamar-lhe «Rei Absoluto»? A mim continua a chocar-me.
Agradeço uma resposta.
Sobre a origem da palavra jeito
Dan Everett, no livro Don't Sleep, There Are Snakes: Life and Language in the Amazonian Jungle, aparentemente alega que a palavra jeito viria do verbo jazer, e quer dizer algo como «deitado», «acomodado» etc., oferecendo então uma explicação alternativa (e criativa, na minha opinião) para a origem do proverbial jeitinho brasileiro. Quando interpelado por um tradutor meu colega que leu o livro, ele não só confirmou isso como acrescentou que jazido é uma corruptela do original, que todos os dicionários brasileiros são ruins e que nenhum deles leva em consideração a evolução histórica da nossa língua. Incidentalmente, Aurélio, Houaiss e Luft, todos concordam em que a palavra jeito vem do latim jactus. O sr. Everett, em sua correspondência com meu colega, diz que aprendeu (e ensinou) isso quando viveu no Brasil, onde teria obtido um Phd em História do Desenvolvimento da Língua Portuguesa (sem precisar onde ou quando). Gostaria de saber se tem cabimento a inusitada teoria do sr. Everett. Agradeço antecipadamente.
