DÚVIDAS

Divisão silábica de especialidade
Adquiri recentemente um livro com questões de concursos públicos realizados aqui no Brasil, e o gabarito de uma delas me deixou em dúvida: «A alternativa que apresenta uma palavra do texto com separação de sílabas incorreta é: a) pro-pri-e-tá-rios b) es-pe-ci-a-li-da-de c) vê-nia d) con-se-qüên-cia e) ce-re-bra-is» O gabarito indica como resposta a letra "e". Mas não estaria incorreta a letra "b"? Afinal, a sílaba tônica em "especialidade" é "da", e portanto "ia" classifica-se como ditongo, diferente da palavra que lhe dá origem, "especial", e na divisão silábica não se separam ditongos. E já vi em alguns livros alguns autores afirmando ser correta a divisão de ditongos crescentes finais, como em "sé-ri-e" ou "má-go-a", embora não aconselhado no português contemporâneo; o que não ocorre em "cerebrais", visto que o ditongo final da referida palavra é decrescente. Está realmente certo o gabarito do livro?
A pronúncia de príncipe e o uso de vós, de novo
Em primeiro lugar, desde já agradeço a resposta […]. Quanto à explicação que me foi dada, embora eu seja um ignorante nessa matéria, ela levanta-me dúvidas. Se o segundo "i" passou a "e" na fala por dissimilação e se manteve imutável na escrita, então porque é que vemos escrito "príncepe" e não "principe" em livros mais antigos, com cerca de cem anos ou até menos? Veja-se, por exemplo, o frontispício de qualquer volume da "Monarquia Lusitana". Mais explícito que isso é difícil. Não teria sido antes pelo contrário? Quanto à palavra "princesa", pode ter origem em francês, mas eu acho que seria mais lógico provir do latim, até porque é mais parecido com a forma portuguesa, mas isto já sou só eu a dar palpites, provavelmente errados. Havia um senhor que colocou há tempos uma questão acerca do uso de "vós" e de "vocês" e foi-lhe dito que ambas as formas eram correctas embora a segunda estivesse hoje mais vulgarizada. Eu não concordo e parece-me que qualquer pessoa que tenha alguns conhecimentos de gramática facilmente verificará que o uso de "vós" é o modo correcto porque o emprego de "você" e "vocês" constitui em si mesmo uma incoerência pelo facto de no singular se usar de modo formal e no plural de modo informal, isto sem falar no facto do uso de "vocês" implicar uma tremenda confusão de tempos e modos verbais. Assim sendo, gostaria que me forre explicado, se possível, qual a origem deste emprego e porque é que se diz que é tão correcto quanto o de "vós", embora eu não concorde. […]
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