«O que» e «o quê» (Brasil)
Deve-se construir «Afora isso, não temos sobre o quê conversar» ou «Afora isso, não temos sobre sobre o que conversar»?
Obrigado.
O nome quiromancia
Quiromancia– é palavra exdrúxula ou não?
Se sim, não leva acento?
Pelo no começo de oração de infinitivo (arcaísmo)
Na tradução de António Feliciano de Castilho (1800-1875) das Metamorfoses, no episódio de Io, há essa passagem:
«Olha em torno de si, não vê o esposo; e suspeitosa, pelo haver colhido já vezes cento em amorosos furtos, não o achando nos céus, — Ou eu me engano, ou lá me agravam — diz.»
Parece que pelo aqui é per mais o pronome o, e não o artigo definido o. Isso é possível? Ou seria melhor "pelo o haver colhido"?
Obrigado.
Pronúncia: trânsito e subsolo
O S tem som de SS após consoantes: subsolo, hipersônico etc.
Porém, por que em alguns casos, ele tem som de Z: transação?
Logo, palavras como subsídio são ditas por alguns com som de SS e por outros, com som de Z, indevidamente segundo a maioria dos livros.
Qual a regra definitiva e qual a explicação ?
Ortografia: Ormuz
Escreve-se "Ormuz" ou "Órmuz"?
Fui surpreendido pela segunda destas formas no que se lia nas notícias da RTP em 11 de março de 2026, a respeito do conflito entre EUA, Israel e Irão na região do Golfo Pérsico.
Junto imagem.
Afinal, qual é a pronúncia correta e a ortografia do nome deste conhecido estreito?
Item e hífen
Acerca da centuação das paroxítonas, pergunto: por que item não recebe acento, mas hífen sim?
De acordo com a regra geral, paroxítonas terminadas em n devem ser acentuadas.
No entanto, nos casos de item e hífen, ocorre uma particularidade: ambas as palavras terminam em ditongo nasal, já que o m e o n finais assumem som de i, formando esse tipo de ditongo.
Pela regra específica, paroxítonas terminadas em ditongo nasal não são acentuadas; o acento ocorre apenas quando há terminação em ditongo oral.
Joaquim vs. Joaquina (fonologia)
Se Joaquim se escreve com M ao final, quando e por que se decidiu que seu feminino, Joaquina, seria com N (e não com M...) na última sílaba?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Ênclise no subjuntivo (frases optativas)
É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise.
Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise?
Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que autorize a ênclise no subjuntivo quando este inicia a frase sem a presença de partícula atrativa?
Obrigado.
Dublim e Dublin
Peço por favor a vossa confirmação sobre a grafia exata de Dublin em português europeu.
Julgo ser Dublim, conforme o vejo escrito nas páginas portuguesas da União Europeia, por exemplo, embora os dicionários Infopédia e Priberam escrevam Dublin.
Desde já, agradeço a vossa ajuda.
«Tudo de mau» e «tudo de bom»
Qual a forma correta: «Tudo de mal aconteceu na festa» ou «Tudo de mau aconteceu na festa»?
E qual a explicação para uma ou outra forma?
Obrigado!
