Concordância com tudo
Na oração «a lida, o sonho, a morte e a alegria é tudo o que se colhe na existência», qual é o sujeito e predicativo?
O correto não seria «a lida, o sonho, a morte e a alegria SÃO tudo o que se colhe na existência»?
Obrigado.
Anáforas e polissíndeto
Em «E levantaram-se todos, e deitaram-se todos ao mar, e chegaram todos à porta da gruta onde morava o Polifemo», considerariam a existência de uma anáfora?
Obrigada!!
A locução «uma vez que» e a coordenação
«Uma questão importante que se coloca, nesse quesito, segundo o autor, é se os municípios brasileiros poderiam editar leis de cooficialização de línguas em seus territórios, uma vez que, no Brasil, a temática referente ao “idioma oficial” está vinculada aos direitos da nacionalidade, e a competência para legislar sobre tais direitos é privativa da União»
a) [...] uma vez que, no Brasil, a temática referente [...], e [X] a competência para [...]"
b) [...] uma vez que, no Brasil, a temática referente [...], e [QUE] a competência para [...]"'
É necessária a repetição da palavra que quando há duas orações unidas por e após a expressão «uma vez que»?
Obrigado.
Análise de «cego pelo ódio»
Na frase «cego pelo ódio», cego desempenha a função de adjetivo?
E «ódio», tem a função de complemento agente da passiva?
Obrigado.
A forma popular «vem mais eu»
É correto empregar «Vem mais eu», em vez de «Vem comigo»?
Obrigado.
Complemento direto e preposição a
Faz-me confusão o facto de os portugueses não usarem sempre a preposição a antes dos complementos diretos de pessoa.
Por exemplo:
«Convidei o meu amigo para jantarmos juntos».
«Defende o chefe da comissão». (defender ou louvar uma pessoa)
«A empatia é fundamental para conhecermos o outro».
«Leva as pessoas a fazerem parte disto».
«Rui cumprimentou o Pedro».
Há alguma regra?
Em espanhol dizemos assim: «Invité a mi amigo para que cenemos juntos»; «Defiende al jefe de la comisión»; «La empatía es fundamental para conocer al otro»; «Lleva a las personas a formar parte de esto»; «Rui saludó a Pedro».
Muito obrigada. Agradeço muito a vossa ajuda.
O verbo passar com predicativos
Na frase: «O homem passou de professor a diretor.»
1. Qual a função sintática do termo «de professor»?
2. Qual a função sintática do termo «a diretor»?
3. Qual a transitividade do verbo passou?
Obrigado.
O verbo deflagrar
Na frase «A situação política deflagrou em 1383-1385», qual a função sintática de «em 1383-1385»?
Tenho dúvidas se será modificador ou complemento oblíquo.
Obrigada, desde já.
Redobro do clítico: «Levavam-me a mim e à minha irmã»
Uma aluna de PLE nível B1 escreveu a seguinte expressão num texto: «os meus pais levavam eu e a minha irmã».
Corrigi a frase para: «os meus pais levavam-me a mim e à minha irmã». Ela compreendeu a alteração e a substituição do pronome de sujeito eu pelo pronome de complemento de complemento direto me, mas questionou-me sobre a necessidade de incluir a expressão «a mim», uma vez que lhe parece um uso redundante. A pergunta pareceu-me pertinente, mas expliquei-lhe que não podemos omitir «a mim», sob pena de a frase se tornar incorreta (*os meus pais levavam-me e à minha irmã).
Gostaria de confirmar como se pode explicar o uso repetido dos pronomes numa expressão deste género. Trata-se de um verbo transitivo direto e indireto que exige neste caso o complemento direto (me) e o oblíquo («a mim»)? E há alguma forma mais simples de explicar isto a um aluno estrangeiro sem entrar em tecnicismos?
Muito obrigada.
«Desconfiado de» e «desconfiado para»
Francisco Fernandes, no seu Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, dá para desconfiado a preposição de e para.
Não seria apenas a preposição de selecionada por desconfiado?
Muito obrigado!
