A expressão «dar gosto» numa construção relativa
Qual é a formulação correta?
"Escolas que dão gosto renovar"
ou
"Escolas que dá gosto renovar"?
Ou estão ambas corretas?
Obrigada.
Conjugação verbal e verbos auxiliares
Vejo sempre em livros o ensino de conjugação dos tempos composto com o auxílio do verbo ter .
Ex.: «Tenho estudado bastante.»
Nunca vi, todavia, exemplos com o verbo vir , apenas na linguagem falada do dia a dia.
Ex.: «Venho estudando bastante nos últimos dias.»
Assim, gostaria de saber se esta última construção é abrangida pela norma culta ou é fruto de coloquialismo.
Desde já agradeço pelo apoio de sempre!
A expressão «fungagá da bicharada»
Gostaria de saber a origem da expressão «fungagá da bicharada», popularizada por José Barata Moura no seu famoso programa infantil e canção que lhe dá título.
Luso, como sinónimo de português
Gostava de saber se o gentilício luso é sinónimo de português ou se luso tem qualquer conotação histórica, geográfica que português não abrange.
População e multidão (nomes coletivos)
Peço, por favor, que me esclareçam a diferença entre os nomes comuns coletivos "população" e "multidão".
Ambos podem ser considerados nomes comuns coletivos para designar um conjunto de pessoas em contexto escolar?
Obrigada.
Imagem e oração relativa
Venho, por este meio, solicitar a sua ajuda na análise de uma frase de Frei Luís de Sousa.
A cena final do ato II, entre Frei Jorge e o romeiro, é a do reconhecimento, tal como acontecia na tragédia clássica. O retrato de D. João de Portugal deixa de ser apenas uma ameaça e passa a ser uma espécie de espelho do passado; ele representa quem agora está tão diferente que é necessário um gesto de identificação: quando Frei Jorge pergunta «Romeiro, romeiro, quem és tu?», o movimento de apontar para o retrato completa a palavra: «Ninguém!». Aquela simples palavra abre caminho à catástrofe. Não sendo reconhecido pela mulher com quem casou, D. João de Portugal fica limitado à imagem que um retrato fixou. REIS, Carlos, 2016. Frei Luís de Sousa. Almeida Garrett. Porto: Porto Editora (pp. 37-38) (Exercício do manual) A dúvida surgiu na identificação da função sintática de «que um retrato fixou». Sendo uma oração adjetiva relativa restritiva, desempenha a função sintática de modificador restritivo do nome. No entanto, «retrato» é um nome icónico. Haverá outra explicação? A oração não é adjetiva relativa?
Os anglicismos notebook e laptop
Eu não sabia, mas aprendi que notebook é o nome brasileiro do dispositivo portátil, e laptop é o nome americano! E os americanos usam notebook para "caderno de notas"
Quando e por que mudaram o nome dele (do equipamento eletrônico) vindo dos Estados Unidos pelo Brasil afinal?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Valência
Eu gostaria de tirar uma dúvida em relação a uma expressão, cuja forma correta não sei escrever. Qual é o correto (não estou seguro quanto a escrita correta)?
a). «Um senhor teve convulsão dentro do trem. À valência dele, havia um médico ali».
b). «Um senhor teve convulsão dentro do trem. À valença dele, havia um médico ali».
A expressão “à valência (ou: à valença)” equivale a “por (para) sorte”: «Um senhor teve convulsão dentro do trem. Por (para) sorte dele, havia um médico ali».
Eu ouço mais a letra “b”, porém acho que a “a” seja a correta.
Antecipadamente, obrigado.
Brasil e Portugal: porquê diferentes nomenclaturas gramaticais?
Por que Brasil e Portugal possuem certas diferenças quanto a denominações, entendimentos e categorizações gramaticais (como, por exemplo, a diferença entre o «futuro do pretérito do modo indicativo» brasileiro e o «modo condicional» português)?
Há alguma razão para tais distinções e discordâncias que vá além dos fatores educacionais ou histórico-tradicionais já consabidos e estudados, tendo em vista que as primeiras normatizações oficiais de cada país a tratarem do assunto foram publicadas – pelo que sei até agora, e peço o perdão caso eu desconheça iniciativas anteriores – com um intervalo de quase uma década separando uma da outra (a Nomenclatura Gramatical Brasileira foi instaurada em 1959 e a Nomenclatura Gramatical Portuguesa, em 1967)?
Sinceramente, nunca entendi totalmente a situação e esta sempre me "aturdiu", especialmente após eu ter começado a pesquisar e a cotejar livros sobre a nossa língua, dicionários e gramáticas.
Desde já, agradeço a compreensão!
O que explicativo
Numa ficha de trabalho de uma editora surge a frase «Arrumem os livros que a biblioteca vai encerrar». De acordo com as soluções de correção, a oração «que a biblioteca vai encerrar» aparece como coordenada explicativa.
Numa saudável discussão com colegas, uns defendem que a sugestão da editora está correta, no entanto, outros acham que a oração é subordinada adverbial causal. Se fizermos o teste da agramaticalidade sugerido por Maria Eugénia Alves (Ciberdúvidas, 2018), a oração iniciada por “que” é agramatical - “* que a biblioteca vai fechar.” -, uma vez que “na coordenação, a oração que é introduzida pela conjunção não pode dar início à frase”.
Acresce o facto de que a situação descrita na suposta oração coordenada explicativa não é temporalmente anterior à que se descreve na oração anterior. (Carla Marques, Ciberdúvidas, 2022) Porém, “No que respeita à pontuação, quando a oração é coordenada explicativa, deve levar uma vírgula a separá-la da oração anterior. Quando estamos perante uma oração subordinada causal, não devemos usar vírgula.” (Carla Marques, Ciberdúvidas, 2022). Aqui o "que" não é antecedido de vírgula.
Posto isto, tenho dúvidas em relação à classificação desta frase complexa “Arrumem os livros que a biblioteca vai encerrar”.
Aproveito para agradecer o excelente trabalho realizado por toda a equipa do Ciberdúvidas ao longo destes anos. Aprendo muito com a vossa generosidade e profissionalismo! Bem hajam!
