«Desde manhã até tarde» ou «desde a manhã até à tarde»
Considerando-se as frases apresentadas apenas do ponto de vista sintático, tenho dúvidas quanto ao elemento destacado:
«O melhor é que foi tudo na minha casa. Desde manhã ATÉ [à?] tarde houve festa.»
Obrigado
Uso e omissão do artigo definido
Considerem-se as seguintes frases:
1. «É preciso declarar guerra à guerra.»
Por que não há artigo antes da primeira palavra guerra e há artigo antes da segunda palavra guerra? Há ausência de paralelismo?
2 . «Não tenho dúvidas de que é preferível a virtude à desonestidade.»
Por que há artigo antes da palavra virtude e antes da palavra desonestidade?
Repetição de preposição para evitar ambiguidade
Na frase «Caminhou pela rua. Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e com as mulheres sentadas a bordar. », devo repetir a preposição com?
Ou simplesmente "'Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e as mulheres sentadas a bordar. "'
Obrigado!
A expressão «andar à caçador»
Gostaria de saber a origem da expressão «andar à caçador»?
Arrumar e arranjar
Pedia o vosso parecer sobre os segmentos destacados e perguntava ainda se o verbo arrumar, significando arranjar-se, pode ser usado nesta frase:
«Antes de sair com o filho, a mãe arrumava-O muito bem e obrigava-O a ir à missa.»
Obrigado.
«Falar com» e «falar para»
Considerando as frases «Espera um bocadinho que eu já falo para ti», ou «Espera um bocadinho que eu já falo contigo», qual é a correta?
Qual é a diferença entre «falo para ti» e «falo contigo»?
Obrigada.
A locução adverbial «ainda assim»
«Ainda assim» pode ser considerada locução concessiva?
Obrigada.
«Logo depois», locução adverbial temporal
Perguntava-vos se é possível começar uma frase com logo:
«O filho portou-se mal. LOGO depois, foi castigado.»
Obrigado
Análise de «Soas-me na alma distante» (Fernando Pessoa)
Ontem estive a reler o belo poema de Fernando Pessoa “Sino da minha aldeia” e deparei-me com uma frase que me deixou dúvidas quanto à sua análise sintática, pelo que peço a vossa ajuda.
A frase em questão é: «Soas-me na alma distante» (referindo-se o poeta ao sino)
Ora, parece-me que o constituinte «distante» predica o sujeito («o sino», sujeito subentendido), sendo por isso predicativo do sujeito (embora tenha dúvidas sobre o verbo soar: será copulativo?
Por exemplo, em construções como «soou-me mal», parece que mal qualifica a forma como soou, e não o próprio sujeito. mas a verdade é que no caso em apreço o constituinte distante é um adjetivo…)
Quanto ao constituinte «na alma» questiono se será complemento oblíquo ou modificador do verbo.
E quanto a «me», seria complemento indireto ou apenas um dativo de interesse (equivalente a «para mim»)? O verso em causa é precedido de outro verso que importaria ter em conta: «És para mim como um sonho.» Aqui penso que «como um sonho» desempenha também a função sintática de predicativo do sujeito. E este «para mim» parece afigurar-se como dativo de opinião ou ético/de interesse, como em «Ele era-nos muito querido», embora o Ciberdúvidas, neste caso, admita que numa versão simplificada seria complemento indireto. Ora, na sequência, «Soas-me distante» equivaleria a «Para mim, soas distante», o que levante essa hipótese do dativo.
O mesmo poema termina com duas frases que me parecem ter também uma estrutura predicativa (neste caso transitivo-predicativa), do tipo verbo + complemento direto + predicativo do complemento direto: «Sinto mais longe o passado / Sinto a saudade mais perto.»
Agradeço desde já a vossa ajuda na clarificação destas funções sintáticas.
Muito obrigado e mais uma vez parabéns ao Ciberdúvidas pelo excelente trabalho.
Nomes de matéria: «sapatos de couro»
Na frase «Os sapatos de couro são os meus preferidos», a expressão «de couro» é complemento do nome?
