Complementos oblíquos: «veio de Lisboa, partiu para Madrid»
Na frase «O Pedro veio de Lisboa no dia em que Maria partiu para Madrid.», os segmentos «de Lisboa» e «para Madrid» constituem complementos oblíquos ou, antes, modificadores do grupo verbal, uma vez que «O Pedro veio no dia em que Maria partiu» é gramatical?'
Obrigada.
«Vida de ator de cinema»: modificadores do nome
Na frase «A vida de ator de cinema é complicada.», pedia-vos que me identificassem a função sintática dos segmentos «de ator» e «de cinema».
Obrigado.
O termo cadeirante
Relativamente à palavra cadeirante, qual é a sua origem?
Embora já dicionarizada, perguntava-vos se a mesma apenas faz parte do uso/léxico "específico" da variante do português do Brasil ou se, pelo contrário, também se usa na variante europeia.
Obrigado.
A conjunção copulativa e e o advérbio assim
Na frase «Em certo modo viveu o que cantou e [assim foi] o único épico que foi lírico ao sê-lo .», como devo classificar a oração iniciada pela conjunção coordenativa conclusiva «assim», uma vez que esta é antecedida da conjunção coordenativa copulativa «e»?
Quem interrogativo e referência
Introduzo minhas reflexões justificando que costumo viajar em minhas análises e possivelmente esta pode ser uma reflexão que está me levando a decolagem...
No campo da linguística textual, o estudo da coesão referencial é atravessado pelo conceito de referente e correferente. Em exemplos didáticos, a compreensão desses conceitos torna-se transparente, pois são apresentados por meio de textos denotativos, isto é, aqueles de significação unilateral, endofórica. No entanto, diante de um gênero como tirinha, charge, que trabalha com construções endo e exofóricas e com ferramentas sintáticas, lexicais para arquitetar a crítica da qual se propõe, deparei-me refletindo sobre a possibilidade de algumas classes gramaticais sofrerem correspondências classificatórias em decorrência da relação entre texto, cotexto e contexto.
Para exemplificar, há uma tirinha de André Dahmer, Malvados, em que encontramos o seguinte diálogo:
(Primeiro quadrinho) «A fome está assombrando os pobres do país.»
(Segundo quadrinho) «Quem assombra os ricos?»
(Terceiro quadrinho) «As palmeiras da piscina.»
Parece-me que o pronome quem está sendo usado propositalmente para a construção do humor, estabelecendo referência tanto com o primeiro quadrinho quanto com o segundo. Apesar de gramaticalmente esse pronome ser classificado como pronome indefinido interrogativo, logo, sem referente antecedente, pergunto se não seria possível estabelecer uma relação de referente («as palmeiras») e correferente («quem») entre eles, já que, em minha ingênua e flutuante viagem interpretativa, há uma intenção de prenuncio e posteriormente de quebra de expectativa por parte do autor, apresentando, pois, o pronome interrogativo também com relativo.
Obrigada.
O japonesismo otaku
Qual a etimologia (origem) de otaku, que significa «viciado em mangás e animes»?
E qual será também o feminino de otaku mesmo?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
«Nem que», locução conjuntiva concessiva
Na seguinte frase em português há valor concessivo?
«Nem se dona Zélia quisesse, conseguiria alcançar aquela criança.»
Ou seja, existe “nem se”, se é que existe, como conjunção concessiva?
O uso de «a quanto está...?»
«A quanto está este casaco?»
Essa frase está correta e faz sentido?
Muito obrigado.
A expressão «pedir emprestado»
É possível separar a expressão «Pedir emprestado»?
«O Rui pediu emprestado o meu livro.», ou «O Rui pediu o meu livro emprestado / pediu-me o meu livro emprestado.»?
«Ela pediu-nos emprestada a tenda de campismo.», ou ««Ela pediu-nos a tenda de campismo emprestada.»?
«Ele pediu-nos emprestado o carro.», ou «Ele pediu-nos o carro emprestado.»?
«Ela pediu-me emprestada a caneta.», ou «Ela pediu-me a caneta emprestada.»?
Ambas possíveis? - género -?
«Esqueces-te de devolver coisas que pedes emprestado», ou «Esqueces-te de devolver coisas que pedes emprestadas»?
«Ela pediu-nos emprestado a tenda.», ou «Ela pediu-nos emprestada a tenda.»?
Mais uma vez, os meus sinceros agradecimentos pelo vosso trabalho!
O advérbio já e o contraste entre coordenadas
Na frase «Ontem esteve sol, já hoje choveu todo o dia!», como classificamos o processo de ligação entre as duas orações?
Coordenação? Subordinação?
Como classificamos a palavra já nesta frase? Conjunção?
Muitíssimo agradecida! Parabéns pelo vosso trabalho de excelência!
