DÚVIDAS

A ortografia dos nomes Vladimir e Boris
Aproveito a vossa resposta n.º 30 079 para fazer uma pergunta. Nesse caso, para manter uma certa coerência com aquilo que os senhores dizem no terceiro parágrafo, não se deveria escrever (e pronunciar) VlaDÍmir e BaRÍS (em vez dos já muito disseminados VladiMIR e BÓris)? Segundo aquilo que um falante de russo me informou, a palavra Vladimir é paroxítona, e a palavra Boris é oxítona, para além de a letra russa o ser pronunciada de um modo parecido ao nosso â fechado, quando não é acentuada. Correcto? Estendo a minha pergunta para todos os casos em que, na tradução/transliteração para o português, tornou-se corriqueiro fazer a deslocação do acento.
A grafia da capital de Montenegro, novamente
Gostaria de saber qual a grafia correta em português da capital do Montenegro, que em sérvio e em montenegrino se escreve Подгорица, e que normalmente se encontra em português na forma Podgorica. Tendo-me deparado com formas aportuguesadas (como Podgórica), questionei-me se a utilização do c seria a mais correta neste caso, já que a informação da pronúncia que encontrei dizia [ˈpɔdgɔˌriʦa]. Não serão Podgorítesa/Podgoríteza ou Podgóritsa/Podgóritza melhores alternativas? Onde colocar a acentuação? Colocar um e entre o d e o g?
A grafia e pronúncia de icebergue e de beisebol
Consultando as respostas que deram anteriormente, não fiquei esclarecido. Em relação a iceberg, a primeira e a segunda respostas parecem-me contraditórias. Quanto a baseball, nesta resposta fico sem saber como se pronuncia de acordo com a lexicografia portuguesa. Afinal, como se escrevem e como se pronunciam em língua portuguesa, em Portugal, as palavras correspondentes a iceberg e baseball?
As formas lo/la e no/na dos pronomes
Gostaria que me esclarecessem se os pronomes o, a, os, as tomam as formas de «tem-la» e «quere-a» em vez de «tem-na» e «quere-la». Consultei a gramática de Lindley Cintra e Celso Cunha e aplica a regra, exemplificando, «tem-nos», mas uma ficha de gramática retirada de um livro de exercícios da Porto Editora (Jogos de Língua Portuguesa, 8.º ano) apresenta aquelas duas formas como exceção. Surgiu-me a dúvida e gostaria que me esclarecessem, se possível.
A dupla grafia. Termos aconselháveis em Portugal
Diz-se no texto do Acordo Ortográfico – Base IV: 1. O c [...] e o p [...] ora se conservam, ora se eliminam. Assim [...] c) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente [...]: aspecto e aspeto, [...] dicção e dição, [...] sector e setor, ceptro e cetro [...]. No entanto, no Vocabulário de Mudança – lista da MorDebe das palavras cuja grafia muda com o Acordo de 1990, diz-se: Ortografia Nova – Notas aspecto, aspeto – aspecto não é aconselhável em Portugal [...) dicção, dição – na prática, a situação anterior não muda [...] sector, setor cetro. Pergunto: 1. Aspecto não é aconselhável em Portugal, ou é errado? 2. As palavras dicção e sector têm as mesmas variações da palavra aspecto e, no entanto, de aspecto diz-se que não é aconselhável em Portugal, de dicção diz-se que a situação não muda e de sector não há nenhuma nota. Qual a diferença? Penso não se perceber a coerência nestas notas... 3. Em relação a ceptro, aparece uma única forma na ortografia nova, enquanto o texto do Acordo, conforme acima, aceita as duas formas facultativamente.
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