«Está à espera de quê?»
Ouve-se, constantemente, a interrogação «está à espera do quê?».
Não deveria ser «está à espera de quê?»?
A visita diária a esta página faz parte dos meus costumes. Felicito-vos pelo excelente trabalho na defesa do património linguístico português.
«Havia havido» = «tinha havido»
Gostaria de saber se é gramaticalmente correto dizer: «havia havido», pois tenho ouvido demais por aí e isso cria em mim um ruído...
«Há quem tenha lido e não tenha gostado»
A frase «Há quem leu e não gostou» está correcta?
Não deveria ser «Há quem tenha lido e não gostou»?
«Ambos os dois» = redundância ou falta grosseira?
Há dias um treinador conhecido, em entrevista, disse: «... ambos os dois estavam fora de jogo.»
Esta construção é correcta?
«Quero informá-la de que...»
Qual o correto: «Quero informá-la que a partir de...», ou «Quero informá-la de que a partir de...»?
«Para irem lá» = «para lá irem»
Gostaria de saber se se diz «para irem lá» ou «para lá irem».
«Meninos, não sujem/sujeis as mesas!»
Na frase «Meninos, não sujem as mesas», qual a diferença entre usar o verbo na terceira pessoa do plural e na segunda? Porque não uso «Meninos, não sujeis as mesas»?
«O documento já foi impresso»
«O documento já foi impresso», ou «O documento já foi imprimido»?
A presença de oxímoro (revelador do desconcerto)
Veja-se a trova abaixo:
Se ouso me aproximar dela E sobre amor revelar tudo, Pouco ou nada se revela, Fico extático, fico mudo
Pode-se afirmar que há um paradoxo nos dois últimos versos, já que, ao mesmo tempo que «pouco ou nada se revela», o eu poético fica extático e mudo? Sendo paradoxo, seria um paradoxo "convencional", diga-se assim, do tipo «morte em vida»? Pois a uma afirmação (a não revelação do amor) é contraposta a descrição de um estado, que sutilmente indica que tudo foi de fato revelado.
«Seria(m) pouco mais das dez e meia»
«Seria [ou «seriam»] pouco mais das dez e meia da manhã»?
Na minha opinião, «seria», concordando com «pouco», mas...
