Variação em género: feliz e realizado
Por que a palavra feliz não muda de forma (grafia e/ou pronúncia...) passando diretamente ao feminino, e a palavra realizado é convertida em realizada (muda um pouco...).
No caso, quais as diferenças estruturais exatamente?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Mecanismos de coesão e os relativos que e onde
Os pronomes relativos (especialmente o pronome que) e advérbios relativos (nomeadamente onde) que introduzem orações adjetivas relativas devem ser considerados marcadores de coesão interfrásica ou de coesão referencial anafórica?
Por exemplo, na frase «A praia onde estive ontem é linda» o constituinte onde substitui o grupo nominal «a praia», refere-se a «a praia». Nesse sentido, retoma o termo anterior, parece um processo anafórico. Por outro lado, introduz uma nova oração, contribuindo deste modo para a coesão interfrásica.
Outro exemplo: «O livro que comprei é interessante.»
Analisando as duas orações que deram origem à frase complexa: «O livro é interessante/ Comprei o livro.» O pronome relativo que substitui o constituinte «o livro», pelo que tem valor referencial. Por outro lado, é o eixo de ligação entre as duas orações, garantindo a coesão interfrásica.
Nas gramáticas de que disponho não encontrei estes exemplos nem na coesão interfrásica (aqui são referidos apenas conectores e conjunções, mas não pronomes ou advérbios relativos) nem na coesão referencial (aqui são referidos pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos bem como advérbios com valor de lugar, mas não pronomes e advérbios relativos), pelo que peço a vossa ajuda para esclarecer esta questão.
Muito obrigado e votos de continuação de bom trabalho.
Repetição de preposição para evitar ambiguidade
Na frase «Caminhou pela rua. Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e com as mulheres sentadas a bordar. », devo repetir a preposição com?
Ou simplesmente "'Ao contrário do habitual, não se deparou com o corrupio de crianças descalças a brincar e as mulheres sentadas a bordar. "'
Obrigado!
Adjunto adnominal: «todos nós»
Por favor, frase:
«Todos nós ganhamos pouco.»
A palavra todos é adjunto adnominal?
A palavra nós é núcleo do sujeito ou é aposto?
Obrigado,
«Falar com» e «falar para»
Considerando as frases «Espera um bocadinho que eu já falo para ti», ou «Espera um bocadinho que eu já falo contigo», qual é a correta?
Qual é a diferença entre «falo para ti» e «falo contigo»?
Obrigada.
O verbo servir com complemento indireto
No segmento «...uns e outros tantas vezes esquecidos nesse mundo subterrâneo que serve à nossa vida», o constituinte «à nossa vida» é complemento oblíquo ou complemento indireto?
Agradeço, desde já, o esclarecimento.
A locução adverbial «ainda assim»
«Ainda assim» pode ser considerada locução concessiva?
Obrigada.
Função sintática de um infinitivo (Brasil)
Na frase «Pedro gosta de cantar», «de cantar» é objeto ou oração objetiva?
Nomes de matéria: «sapatos de couro»
Na frase «Os sapatos de couro são os meus preferidos», a expressão «de couro» é complemento do nome?
A nominalização de contra
Relativamente à palavra «(os) contraS», trata-se de um caso de derivação por conversão (preposição/advérbio que passa a nome) mesmo estando no plural?
Tratando-se de um exemplo de derivação por conversão, a minha questão prende-se com o facto de ter lido que, neste processo de formação (derivação por conversão), forma-se uma palavra pela alteração da classe, sem modificar a sua forma.
Então, como se explica que, sendo preposição, contra seja uma palavra invariável e, quando se converte em nome («os contras»), essa mesma palavra já admita plural, modificando-se? A sua forma inicial não foi modificada?
Obrigado.
