DÚVIDAS

Piauí, feiura, tritongos, agudas em i ou u
Segundo as novas regras provenientes do acordo ortográfico, tenho uma pequena dúvida: i) i e u, seguidos ou não de s, são acentuados quando encontrados em vocábulos oxítonos e não formam sílaba com outra consoante. Ex.: Piauí. ii) i e u, seguidos ou não de s, não são acentuados quando encontrados em vocábulos paroxítonos, precedidos de ditongo decrescente e não formam sílaba com outra consoante. Ex.: Feiura. Da regra ii, se considerarmos que o ditongo que se precede é crescente, teremos um hiato, e portanto recairá sobre outra regra. Gostaria de saber se existe o caso de haver i e u, seguido ou não de s, tônico, paroxítono, que não seja precedido nem de ditongo decrescente nem crescente, e se há, devo acentuar essa vogal tônica?
As acepções de perceber
Hoje no trabalho e num relatório, escrevi a frase abaixo que todos insistem em dizer que não faz sentido, mas acho que faz, e, se me puderem ajudar, agradeço: «Ora, julga o requerente que esteve a perceber o Suplemento por um valor inferior ao que, efectivamente, tem direito.» O maior problema prende-se com o perceber que escrevi como sinónimo de receber ou auferir e a fim de evitar repetições daquelas palavras no relatório, mas todos acham que não faz sentido, apesar de lhes ter mostrado o dicionário normal e um de sinónimos onde aparece o perceber como sinónimo de receber, «receber honorários», «receber rendas», etc.
«Caber/cair/calhar/sair na rifa»
Gostaria de traduzir para português o provérbio ou expressão «to draw the shortest straw». Tenho sem sucesso procurado uma expressão portuguesa que transmita esta ideia de azar ou de ficar com uma tarefa, normalmente indesejada, para fazer depois de os intervenientes se submeterem a este processo de selecção. Não fazemos isto em Portugal? Como é que lhe chamamos? Haverá algum provérbio semelhante?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa