DÚVIDAS

A locução adverbial «em alerta»
A palavra alerta sempre foi usada sem o "apoio" do em. Inclusivamente, nos anos que estive na tropa, nunca ouvi ninguém perguntar a um soldado de sentinela se estava «em alerta»! Mas, unicamente, «alerta»: «estás alerta?» ou seja, «estás vigilante, de vigia, de sobreaviso, atento»? Pelo que ouço e leio hoje, tudo ou quase tudo é antecedido por em. Nessa lógica, será correcto escrever-se: «Estou em atento, estou em vigilante, em de vigia»? Será mais uma influência e adopção da maneira de escrever e de falar da língua espanhola e francesa, onde o em é abundantemente utilizado? Por outro lado, também está em grande moda, substituir o morreu por «perdeu a vida»! Dizem: «foi encontrado sem vida», e não «foi encontrado morto», «foi encontrado com vida», e não «vivo»! Logo, se isto está bem, porque não dizer «foi encontrado com morte»? Na expectativa do favor dos vossos esclarecimentos, com as minhas saudações, subscrevo-me antecipadamente grato.
A formação da palavra infelizmente
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida que surgiu na classificação da palavra infelizmente quanto à sua formação. O DT não refere a «derivação por prefixação e sufixação» e há quem defenda que ela deixou de ser considerada. Deste modo, a parassíntese substitui aquilo que designávamos como derivação por prefixação e sufixação. Mas a definição de parassíntese do DT é clara, e não me parece que a palavra infelizmente possa ser considerada derivação parassintética. Devemos continuar a considerar esta palavra como derivada por prefixação e sufixação? Devemos distinguir claramente estes dois processos: «derivação por prefixação e sufixação» e parassíntese? Obrigada!
As expressões «é de longe» e «nem de longe, nem de perto»
Gostava de saber qual o significado da expressão «é de longe»: a) «Esta solução é, de longe, a melhor de todas.» b) «Este fenómeno é, de longe, o maior causador de poluição sonora.» E a expressão «nem de longe, nem de perto»? Gostava igualmente de saber o valor do verbo ser na seguinte frase: a) «Não quero o meu chapéu, quero é a Virgínia!» Porquê «quero é»? Muito obrigado!
A origem do alfabeto cursivo
Tendo frequentado o ensino primário nos primeiros anos da década de 80, sempre me intrigou a origem do alfabeto cursivo nessa altura ensinado nas escolas. Foi criado propositadamente para esse fim em Portugal? É uma adaptação de outro mais amplamente usado? Quando foi adotado no nosso sistema de ensino? Entendo que esta questão é, na melhor das hipóteses, tangencial aos assuntos normalmente tratados neste local, e compreenderei se não for respondida. Não pretendo, certamente, abusar do serviço que aqui prestam e que sigo com regularidade e interesse.
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