DÚVIDAS

Sobre o vocábulo itinerário
Se itinerário significa «indicação do caminho a percorrer»/«roteiro» (portanto, descritivo de algo exógeno ao próprio termo) ou, alternativamente, «descrição de viagem» (no sentido de relato temporal de uma progressão em dimensões físicas), não é incorreta a adoção do termo para designar o caminho concreto, em si mesmo, como decorre da nomenclatura usada na classificação das nossas estradas (IP — Itinerário Principal e IC — Itinerário Complementar)?
Ainda a palavra plugue
Já li a vossa resposta à "palavra" plugue. Contudo, não fico esclarecido se a palavra existe ou não em português. Referem casos de outros termos, mas que embora por vezes falados não existem em português ("naifa", "vacanças", etc) Não a encontro em nenhum dicionário que consultei (como seria de esperar). Contudo, fiquei banzado com o facto de ela ser validada pela Academia Brasileira de Letras no sistema de busca do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Afinal plugue existe em português, ou não? É que o que é pretendido com esse termo já existe. Designa-se por ficha. Ficha que é para ligar/conectar numa tomada. Obrigado.
Ainda a letra l em final sílaba (no Brasil)
Sabe-se que aqui no Brasil existe, penso que desde os finais da década de 50 e início dos anos 60, uma tendência de se pronunciar a letra L, em final de sílaba, como um /w/ ou U semivocálico. Fico sempre muito intrigado com esse fenômeno, pois vejo que é algo muito recente mas que já se espalhou por quase todas as regiões, e ocorre principalmente entre as pessoas mais jovens. Lembro que minha avó pronunciava os eles da maneira como se verifica na pronúncia do espanhol, pois não havia nenhum tipo de velarização. Ela dizia /bra'zil/ e não /bra'ziw/ ou /'alma/ e não /'awma/. Qual a possível explicação para o surgimento deste fenômeno em tão pouco tempo?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa