Capacitismo, deterrência e especialismo
O site Origem da Palavra determina que os termos capacitismo, deterrência e especialismo não pertencem ao vocabulário ortográfico do idioma português, e eu quero saber se vocês (do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa) conseguem classificar essas três palavras como neologismos, estrangeirismos ou outra categoria do gênero.
Por favor, muitíssimo obrigado e um grande abraço!
A expressão «etimologia obscura»
Apresento aqui uma resposta à pergunta sobre curibeca.
Em Angola, e ainda no período colonial, esta palavra designava a maçonaria. Já naquela altura se grafava kuribeka, e realço a letra k. Claro que oficialmente não existia a letra k, mas como a palavra tem origem banta não era estranho.
O mesmo se passava com jinguba («amendoim»), com origem no idioma kimbundu e que, pelas regras portuguesas se escreve ginguba.Qual a língua nacional angolana que deu origem ao nome eu não tenho a certeza. Tanto pode ser o umbundu como o kimbundu.
Eu sou do sudoeste de Angola onde o umbundu tem alguma influência. Sendo assim é possível a sua origem no umbundu?
Agora, e com toda a certeza, estamos perante uma palavra de origem banta e não de origem incerta, duvidosa ou obscura. Os etimologistas devem confessar a sua ignorância quando não sabem. Este tipo de atitude soa, um tanto a racismo etimológico.
Obrigado!
A metáfora «a abominável onda» (Ricardo Reis)
O poema de Ricardo Reis "Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo" tem no verso «Que a abominável onda» uma clara metáfora da morte.
Contudo, alguns alunos consideraram a hipótese de adjetivação expressiva que me parece aceitável.
Gostaria que me indicassem que outros recursos poderão estar aqui expressos.
Obrigada.
Datas e colocação de pronomes
Antes de datas devemos usar próclise ou ênclise? Exemplo: «Em 2024 apresentou-se à frente de...» ou «Em 2024 se apresentou à frente de...»?
Muito obrigado!
Objeto direto preposicionado: «ouvir a todos»
Apesar de direta que é sua transitividade, ouvir ocorre amiúde em locuções como «ouvir a todos».
Gostava de saber se existe norma a legitimar tal uso.
Obrigado.
Aumentativo de comedor
Qual é o grau aumentativo da palavra comedor?
Láctico e lático
Como funciona a dupla grafia de láctico ~ lático segundo o Acordo Ortográfico de 1990?
Qual(is) variantes são usadas no Brasil, e qual(is) o são em Portugal?
Já se falou aqui no Ciberdúvidas da diferença entre óptico e ótico, que causa confusão no Brasil – e esta é outra dúvida que nada na internet parece sanar.
Acho que já vi ambas formas aqui no Brasil.
Obrigado!
Mostrar e demonstrar
Questiono-me quanto à diferença efetiva entre mostrar e demonstrar?
Por exemplo, o verbo demonstrar na frase «O Cavaleiro demonstra-se resiliente», o verbo demonstrar não me parece aceitável, por não poder ser reflexivo. Logo, a forma correta seria «O Cavaleiro mostra-se resiliente».
No entanto, na frase «O Cavaleiro demonstra resiliência», o verbo já me parece aceitável. Por outro lado, os dicionários apresentam definições que apontam para ambos serem sinónimos um do outro. Assim sendo, como posso explicar de forma coerente e clara a diferença entre os dois verbos?
Muito grata
As noções de frase, oração e sintagma
Qual é a diferença na gramática portuguesa entre os termos «frase» e «oração»? Será o «sintagma» também uma denominação da gramática ou da liguística e qual é a sua diferença relativamente aos outros dois termos?
Obrigado.
Objeto indireto: «lhe levassem à coluna dos pecados»
No trecho:
«O conselheiro desfrutou essa vantagem, de maneira que, se no outro mundo lhe levassem à coluna dos pecados todos os que lhe atribuíam na terra, receberia dobrado castigo do que mereceu.» [Helena, Machado de Assis]
Qual a função sintática do primeiro lhe na oração condicional?
«À coluna dos pecados» seria o objeto indireto e o «todos os que lhe atribuíam na terra» o objeto direto?
Dando o sentido de «se levassem todos os pecados que lhe atribuíam na terra à coluna dos pecados no outro mundo»?
Desde já, agradeço.
