A regência de enfrentamento
Embora imagine que o correto seja dizer «enfrentamento ao» (crack, por exemplo), pois quem enfrenta o faz em relação a algo ou alguém, fui corrigida num texto, em que o certo foi apontado como «enfrentamento do». Por gentileza, qual é a forma correta e qual a regra para este caso?
Muito obrigada.
Columbo e Sri Jaiavardenapura-Cota
Em Restauração, 1640-1668, livro da coleção Guerras e Campanhas Militares de Portugal, organizada pela Academia Portuguesa da História, o autor Gabriel do Espírito Santo refere-se várias vezes a Columbo (assim grafada), no contexto da tomada do Ceilão português pelos neerlandeses. A minha dúvida, apesar de respondida de forma curta há bastantes anos aqui no Ciberdúvidas, prende-se com a grafia da antiga capital do Sri Lanca entre 1948 e 1978: Columbo, ou Colombo?
Adicionalmente, vi há uns anos no Ciberdúvidas sugerida como mais correta a grafia Seri-Lanca (com hífen) para o antigo Ceilão (resposta de José Neves Henriques). Porém, vejo também a forma Sri Lanca (sem e e sem hífen). Qual a melhor opção? E caso seja Seri-Lanca, não deveríamos usar também Seri- também para a atual capital, já aportuguesada pelo Código de Redação Interinstitucional da União Europeia como Sri Jaiavardenapura-Cota?
Muito obrigado pelo esclarecimento.
O feminino de escorpião
Qual o feminino de escorpião? "Escorpião-fêmea"? "Escorpiã"? Não encontro consenso...
Obrigado!
A sintaxe de implorar e suplicar
Alguma destas construções está correcta?
«Não me restou alternativa senão implorar a ajuda de todos os deuses de que me lembrei.»
«Não me restou alternativa senão implorar por ajuda a todos os deuses de que me lembrei.»
«Não me restou alternativa senão implorar pela ajuda de todos os deuses de que me lembrei.»
A questão pode ser contornada escrevendo-se: «Não me restou alternativa senão implorar a todos os deuses de que me lembrei que me ajudassem», mas gostava de saber quais as construções possíveis com implorar e também com suplicar.
No caso de implorar, deve escrever-se:
«Implorei todas as ajudas possíveis», ou «implorei por todas as ajudas possíveis»?
Muito obrigado.
Traçabilidade e rastreabilidade
Não encontrei em dicionários de língua portuguesa a palavra traçabilidade. Contudo, inúmeras pessoas escrevem-na deste modo: traceabilidade. Não será esta última mais "inglesada"? É correto usar uma das duas? Qual delas a correta?
O uso pretendido para estas palavras é numa ótica de identificação dos passos anteriores de um processo para o estado atual. Será a mais correta para este caso rastreabilidade?
Obrigado.
Prefácio e introdução
Qual a diferença entre prefácio e introdução?
Revalidar vs. renovar
Qual é a diferença entre revalidar e renovar?
O termo ilícito como substantivo
Tropecei nesta expressão – «ilícito criminal» –, que sempre me habituei a ouvir, mas desta vez olhei para ela com outros olhos. Nas frases e expressões em que aparece, o termo ilícito aparenta ser um substantivo: «combate ao ilícito criminal»
Diferença entre roubar e furtar
Estimados Desaduviadores*
Sei qual a diferença entre roubar e furtar e creio que instituições que empregam um português correcto e profissional também o sabem.
Como então se explica que inúmeras páginas dos sites dos bancos vemos informação sobre o que fazer em caso de «cartões roubados»? O Barclays é uma excepção, fala no seu site de «cartões perdidos, furtados, roubados ou falsificados». Na maioria dos casos não se trata de um assalto à mão armada, apenas nos apercebemos que já não temos o cartão quando precisamos dele.
Não seria o caso falarmos em «cartões furtados»?
* Desanuviadores + dúvidas
«Enganarmo-nos a nós próprios»: pleonasmo?
Tenho uma dúvida acerca da frase:
«Assim só nos enganamos a nós próprios.»
Haverá aqui algum pleonasmo?
Podemos enganarmo-nos sem ser a «nós próprios»?
Obrigado.
