O plural de mogol
Qual o plural de mogol, relativo à dinastia muçulmana da Índia (sécs. XVI-XVIII)?
Esbracejar e bracejar
Gostaria que me indicasse e justificasse o processo de formação da palavra esbracejar.
Obrigada.
As figuras de estilo personificação e animismo
Pedia o favor de me esclarecerem uma dúvida. Sobre o poema O gato de louça, de Álvaro Magalhães (Porto, 1951), foi feita a seguinte pergunta: «Transcreve da segunda estrofe o verso que contém uma personificação.» Passo a transcrever as duas primeiras estrofes, no sentido de facilitar a resposta:
1 – «Coitado do gato de louça/pousado na mesa redonda,/sobre um pano de renda./Não há quem lhe fale./Não há quem o ouça.»
2 – «Nunca se mexeu,/nem quando as moscas lhe pousavam no nariz./Nunca ninguém o ouviu miar./Testemunha silenciosa/da vida no corredor,/o gato de louça viu tudo/o que ali fizemos em segredo/e não disse nada a ninguém.»
Na minha opinião, o único verso da 2.ª estrofe que contém uma personificação é «e não disse nada a ninguém», uma vez que a fala é própria apenas do ser humano. O mesmo já não se pode dizer de «o gato de louça viu tudo», pois outros seres vivos são dotados de visão. Penso tratar-se de animismo (?).
Obrigada.
Hostel = albergue,
hospedagem e hospedaria
hospedagem e hospedaria
Qual é o termo mais correcto em língua portuguesa para designar uma pousada/albergaria com características próprias vocacionadas para um público jovem, com dormitórios colectivos e geralmente de custo inferior a um hotel ou pensão? Geralmente deparo-me com a variante anglófona hostel, mas já encontrei por diversas vezes em literatura especializada em viagens a palavra "hostal". O dicionário electrónico da Porto Editora apenas admite para este significado a palavra hostel, definindo-o como um «estabelecimento que fornece serviços de alojamento, em quartos privados ou coletivos (dormitórios) a preços inferiores aos de um hotel; albergue». Hostal é referido apenas como sinónimo de "estau", definido como «antiquado: espécie de hospedaria onde os reis de Portugal alojavam a corte e os embaixadores, nas cidades onde se demoravam». A palavra hostel existe já então de uma forma efectiva na língua portuguesa e é preferível a hostal, como concluo da consulta deste dicionário?
"Afinzão", "afinzona" (registo popular brasileiro)
Tenho visto, com relativa frequência nas mídias (FB, cartuns). a grafia "afinzona" como em «não posso dar muita bandeira de que estou afinzona dele». É assim mesmo que deve ser grafada esta palavra? Fico na dúvida porque "afinzona", ao certo, deriva da locução «a fim de».
Poderíamos falar neste caso de formação por parassíntese?
O neologismo pseudonomizar
Será admissível usar o verbo "pseudonomizar" (o contexto é o do tratamento dos dados pessoais dos registos criminais)? Alguma alternativa mais vernácula?
Muito obrigado!
O ditongo ou no contexto da norma-padrão
No texto de abertura do passado dia 8 de Abril, fiquei admirado de ter lido que "ôro" é a pronuncia-padrão da palavra ouro. Confessem-me que é uma mentira atrasada do dia 1 de Abril...!
«Um picasso», «um ferrári»...
Tanto quanto sei, deve escrever-se «ele tem um Ferrari e um picasso». E se, além disso, o ricaço em questão possuir um violino feito por Stradivarius? O correcto será acrescentar «e ainda um Stradivarius» (equivalente a marca), ou «e ainda um stradivarius» (obra)?
[...] [Recordo] uma [...] resposta dada, por Rui Gouveia, no [...] Ciberdúvidas, e que me parece absolutamente lógica: «Há uma figura de retórica chamada metonímia, que consiste, “grosso modo”, em substituir uma palavra (ou um conjunto delas) por outra com a qual tenha qualquer relação por dependência de ideia. É o que acontece, por exemplo, na frase "Quem me dera ter um picasso na parede da sala!", em que "picasso" está por "quadro da autoria do pintor espanhol Pablo Picasso".»
Relativamente ao violino construído por Stradivarius:
Julgo que deve escrever-se «um Bösendorfer», à semelhança de «um Ferrari», porque esta em causa uma marca (de pianos). E, por extensão, também «um Stradivarius», embora, neste caso, não se trate exactamente de uma marca. Mas isto é apenas um «palpite», motivo pelo qual vos coloquei a minha pergunta.
Mais uma vez, obrigado pela vossa atenção.
O valor discursivo da locução «por acaso»
Assisti a uma conversa em que a esposa dizia: «Fulano [o marido], por acaso, até me preparou o pequeno-almoço.» Acontece que o marido executa essa "tarefa" com alguma regularidade. Será que o facto de a dita esposa, naquela conversa, ter aplicado a locução «por acaso», pode ser interpretado como, não digo depreciar, mas desvalorizar a ação do marido?
Grato pela atenção.
A posição do determinante possessivo
na frase «um amigo meu frequenta...»
na frase «um amigo meu frequenta...»
Na frase «um amigo meu frequenta o Clube de Leitura da nossa escola», meu é um determinante, ou pronome possessivo? Penso que devemos classificar como determinante, uma vez que especifica o substantivo a que se refere. Contudo, a sua posição causa-me algumas dúvidas.
Muito obrigada e parabéns pelo trabalho que desenvolvem!
