Desdiferenciação
Como traduzir o termo dedifferentiation («the loss of specialization in form or function»)*?
Obrigada.
* A perda da especialização formal ou funcional.
Alcaparra e alcaparrão
Soube recentemente que o fruto da espécie hortense, Capparis spinosa, com o nome comum de alcaparra, é comestível e muito apreciado como condimento a par dos botões florais (alcaparras). Na obrigação de traduzir o mesmo em português, desejaria saber qual o nome dado na nossa língua ao fruto desta espécie que em língua francesa apelidam de câpron.
Agradecimentos antecipados.
«Pôr os pontos nos ii»: os plurais dos nomes das letras
Pontos nos "is", como sempre vejo escrito nos jornais (caso do Público de 18/08/2015, referindo-se a um post de António Costa no seu Facebook assim mesmo intitulado, a seguir ao debate com Pedro Passos Coelho na rádio), ou pontos nos "ii", como apanhei num texto do Ciberdúvidas, mas sem qualquer esclarecimento deste tipo de plurais? E porquê, e onde posso documentar-me? Agradeço o esclarecimento (já agora extensível a plurais similares, que envolvam letras).
O substantivo conferência (regência)
Gostaria de saber se, na expressão «Conferência em Glândulas Salivares» (relativamente a um evento científico, tipo congresso), é adequado utilizar-se a preposição em (ou, porventura, se seria preferível outras, como de ou sobre).
Grato.
A grafia de versus
Tenho uma dúvida em relação a acentuação da palavra "versus". Segundo o dicionário, a palavra não possui acento. Contudo por ser uma palavra paroxítona terminada em "us", a ainda não ferir a nenhuma exceção das novas regras de acentuação, "versus" não deveria ter acento como se segue: "vérsus"?
Intercetar e interceptar
Tento seguir o acordo ortográfico o melhor que posso, mas parece que as mudanças acontecem mais rapidamente do que eu consigo aprendê-lo. Li hoje no Correio da Manhã a palavra "intercetar"; eu ainda utilizo a palavra "interceptar". Qual é a forma correta? É opcional utilizar qualquer uma das formas? Segundo me apercebi, o Correio da Manhã só utiliza a palavra "intercetar".
O uso contemporâneo de vós
Gostava de pedir a vossa opinião sobre a omissão do pronome pessoal vós, e daí a segunda pessoa do plural dos verbos, em livros gramaticais da língua portuguesa. Dado que em partes de Portugal esta pessoa do verbo é ainda muito usada, qual será a razão porque alguns autores insistem em excluir parte do povo português, das regras da nossa língua.
O não expletivo
No âmbito de uma tradução de Robert Frost, cheguei à seguinte dúvida:
Qual é a formulação mais correta: «Tanto é o caco p’ra varrer que eu me pergunto se a cúpula do céu terá caído…» ou «Tanto é o caco p’ra varrer que eu me pergunto se a cúpula do céu não terá caído…».
As duas versões parecem ter o mesmo sentido, mas não sei se são ambas possíveis do ponto de vista gramatical.
Grato desde já pela atenção.
«A Parede» (Cascais, Portugal)
Qual a maneira correcta: «praia da Parede», ou «praia de Parede»?
O uso de ele e ela em referência a coisas
Ouvi dizer isto num documentário, mas não é a primeira vez que me deparo com casos semelhantes:
«Nessa altura ela (subentende-se que estão a falar de uma igreja) foi construída para homenagear o santo padroeiro.»
Queria saber se aqui é correto usar o pronome pessoal para fazer referência a um objeto e não, como eu esperaria que fosse, esta, isto é, um pronome demonstrativo. Este é um caso que já observei ser de uso comum no Brasil, mas nem tanto em Portugal, e queria saber se poderia ser uma questão de influência e se, como referi, é correto.
Muito obrigada.
