artista, animador, humorista, apresentador...
O anglicismo entertainer:
artista, animador, humorista, apresentador...
artista, animador, humorista, apresentador...
Antes de mais, parabéns pelo excelente trabalho prestado ao longo destes anos.
Durante uma conversa com colegas de trabalho, surgiu-nos uma dúvida relativa ao nome que se dá a uma pessoa que entretém. Não conseguimos chegar a uma conclusão. Quem conduz é condutor. Quem cozinha é cozinheiro. Quem entretém é...? Apresentador ou humorista não nos pareceram os termos mais correctos para descrever esse alguém. Existe o termo entertainer em inglês, mas não em português?
Obrigado pela atenção dispensada!
O feminino de médio (futebol)
Gostaria de saber se, no caso de uma jogadora de futebol que joga no meio-campo, é mais correto dizer-se que se trata de uma "médio" ou de uma "média". Leio escrito de ambas as formas, por isso tenho optado por... "centrocampista".
A etimologia de enxergar
Os dicionários gerais da língua portuguesa (Houaiss e Aurélio, por exemplo) dão como obscura a origem do verbo enxergar. Há algum indício (ainda que de etimologia popular) para formação deste verbo?
As origens da troca do [v] pelo [b]
A respeito da consulta sobre o fenómeno da chamada troca do /v/ pelo /b/, gostaria de contribuir outro ponto de vista.
A consideração deste fenómeno fonético como "dialectal" vem do facto de isto acontecer actualmente apenas na região norte de Portugal e nos dialectos galegos; no entanto, na maior parte do país e, portanto, no português padrão actual, não acontece. Isto leva à consideração de que são os nortenhos os que «falam esquisito» e se afastam da norma. Mas isto é o mesmo que dizer que a situação "original" do português foi a diferenciação dos fonemas /v/ e /b/. Não obstante, a língua portuguesa tem a sua origem exactamente no território onde actualmente esta diferenciação não existe (Galiza e Norte de Portugal) e talvez nunca existisse. A troca destes sons tem origem no latim vulgar, no qual se produz uma confusão dos fonemas [β], que é um alófono fricativo bilabial de [b] quando intervocálica, e [w], fonema semiconsoante que era escrito <v> ou <u> e pronunciado como o <w> do inglês. Este fenómeno é conhecido como betacismo. A ideia mais estendida é que, perante esta confusão, as línguas românicas tiveram soluções diferentes, uma das quais é a criação duma fricativa labiodental, /v/. Nas línguas galo-românicas ou itálicas parece que foi assim, e às vezes alguns consideram que também aconteceu isto no "português meridional", mas não nos dialectos do Norte.
Acho totalmente errado dizer que isto é influência do espanhol. Mas o caso do português tem de ser necessariamente diferente do do galo-românico, porque esse "português meridional" não é mais do que a evolução duma língua que já se tinha formado no Norte e que ainda hoje não tem o fonema labiodental /v/ (dialectos galegos e dialectos portugueses setentrionais). Portanto, a aparição do fonema /v/ em português parece mais um fenómeno tardio acontecido já dentro da língua portuguesa do que uma evolução directa da situação do latim vulgar, como poderia ter acontecido nas línguas galo-românicas ou itálicas. Portanto, poderia ter acontecido que o verdadeiramente dialectal na origem da língua portuguesa fosse a pronúncia fricativa do /v/, embora se tenha estendido depois desde os dialectos centro-meridionais portugueses, conformando finalmente uma característica do português padrão ou standard. Ninguém possui toda a verdade.
Obrigado.
Interrogações retóricas num dos sermões
do Padre António Vieira
do Padre António Vieira
Gostaria que me esclarecessem se, neste excerto do Sermão de Santo António aos Peixes, são visíveis interrogações retóricas ou, apenas, uma sucessão de frases interrogativas curtas.
«Que faria neste caso o ânimo generoso do grande António? Sacudiria o pó dos sapatos, como Cristo aconselha em outro lugar? Mas António com os pés descalços não podia fazer esta protestação; e uns pés a que se não pegou nada da terra não tinham que sacudir. Que faria logo? Retirar-se-ia? Calar-se-ia? Dissimularia? Daria tempo ao tempo? Isso ensinaria porventura a prudência ou a covardia humana; mas o zelo da glória divina, que ardia naquele peito, não se rendeu a semelhantes partidos.»
Obrigada pela atenção.
«Um milhão e uma pessoas»
Qual está correcto e porquê?
– «Um milhão e uma pessoa.»
– «Um milhão e uma pessoas.»
Obrigado.
A formação de inúmero
A palavra inúmero é formada por derivação prefixal? Se sim, o i tem que valor semântico? Pode-se ou deve-se interpretar o i como parte do radical, sendo a palavra sincronicamente primitiva? No latim, o in, em innumerus, era considerado prefixo, ou só se parecia com um, sendo na verdade parte do radical?
Obrigado.
A expressão «vem a calhar»
Primeiramente, gostaria de parabenizá-los por essa excelente ferramenta de auxílio em prol da cultura. Embora a expressão «vem bem a calhar» não seja tão popular aqui no Brasil, gostaria de saber sua etimologia.
Haja + infinitivo (português do Brasil)
«Haja a jogarmos conversa fora!»
Esta frase é correta, ou seria «haja jogarmos conversa fora!»?
Grata.
A etimologia de diálogo e diabo
As palavras diálogo e diabo possuem a mesma raiz etimológica?
