«O inacreditável esplendor e beleza...»
Estou com dúvidas na construção desta frase: «O inacreditável esplendor e beleza daquela vista deixavam-nos de coração cheio.»
Atendendo à concordância em número, não sei se deveria escrever: «Os inacreditáveis esplendor e beleza daquela vista deixavam-nos de coração cheio.» Julgo que não, mas a questão é que o adjectivo «acreditável» refere-se tanto a «esplendor» como a «beleza». Por outro lado, creio ter ouvido um linguista explicar há tempos que, quando o objecto não é quantificável (quando não tem limites concretos), está correcto manter tanto o adjectivo como o verbo no singular, ainda que a frase refira mais do que um desses objectos. Qual a resposta correcta? E qual a explicação?
Muito obrigado.
Correquisito
Qual a forma correta "co-requisito" ou "correquisito"? Qual a justificativa?
Obrigada.
O sujeito nulo e os seus subtipos
Estou com uma dúvida há cerca de dois dias e, como tal, vim consultar o vosso site. Pesquisei aquilo que tinha a pesquisar, e logo me apareceu o resultado: subtipos do sujeito nulo (ou algo do género). Como não está bem explícita a definição de ambos os subtipos (palavra de estudante de 6.º ano), fui procurar noutros sites mas em nada resultou. Peço agora a vossa ajuda... Poderiam enviar-me uma definição mais acessível?
Agradeço a atenção.
O uso do travessão e das aspas
em discurso direto
em discurso direto
Considere-se um fragmento de discurso em que um indivíduo está a falar. Naturalmente, o discurso é iniciado com um travessão. O discurso do indivíduo prolonga-se por um parágrafo inteiro. No parágrafo seguinte, o mesmo indivíduo continua a falar. Que tipo de sinalização devemos utilizar para continuar o discurso no segundo parágrafo? Repete-se o uso do travessão? Ou empregamos outro sinal? Tenho visto que a continuação do discurso de um mesmo indivíduo num segundo parágrafo é sinalizada por ">>". É correcto empregar esta sinalização?
Obrigado.
O uso de permissividade e de permissão
Qual é a forma correcta?
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava de o querer admoestar.»
ou
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava em o querer admoestar.»
Com os meus agradecimentos.
Contagem de sílabas métricas
em versos de Nuno Júdice
em versos de Nuno Júdice
No verso a seguir, a divisão em sílabas métricas será como exemplifico?
«Queria neste poema a cor dos teus olhos e queria em cada verso o som da tua voz.»
Que / ria / nes / te / poe / ma a / cor / dos / teus / o / lhos E / que / ria em / ca / da/ ver / so o/ som / da / tua / voz
Oração consecutiva vs. oração relativa: um caso de ambiguidade
Antes de mais,agradeço o contributo que têm dado, ao longo de vários anos, para melhor se compreender, falar e escrever a língua portuguesa.
Na análise da frase, abaixo transcrita, surgiram-me algumas dúvidas.
«A era do petróleo criou prosperidade a uma escala que as gerações anteriores não poderiam sequer imaginar.»
A oração iniciada por que será subordinada adjetiva relativa restritiva, ou subordinada adverbial consecutiva (dado que estará implícito, na subordinante, que «criou prosperidade a uma escala [tal] que...»)?
Agradeço a paciência e disponibilidade!
As preposições associadas a soterrado
Estou com dúvidas quanto à construção desta frase:
«Quase toda a estrada estava soterrada pelo lixo.»
Devemos escrever «soterrado por», «soterrado em» ou «soterrado de» – partindo do princípio de que, aqui, «soterrado» é usado como imagem, não sendo a terra a cobrir a estrada?
Muito obrigado.
«A maior» e «a menor» = «a mais» e «a menos»
Há anos venho ouvindo um certo "jargão" utilizado para referir-se a diferenças de saldos, conforme abaixo:
«Olá, você poderia me explicar porque essa fatura de 100 está com saldo de 110 antes do ajuste?
Analista responde:
Ô, sim, me desculpe, é que eu errei e fiz um lançamento A MAIOR do valor original de 100.»
«Olá, você poderia me explicar porque essa fatura de 100 está com saldo de 90 antes do ajuste?
Analista responde:
Ô, sim, me desculpe, é que eu errei e fiz um lançamento A MENOR do valor original de 100.»
Gostaria de saber se essa expressão utilizada de «a maior» e «a menor» está correta, porque sempre dói em meus ouvidos quando ouço as pessoas falando isso. No entanto, ouço dos mais altos cargos, como diretores, gerentes e controllers, que utilizam sem nenhuma censura tal expressão.
Agradeço a atenção e fico no aguardo para um possível esclarecimento.
O uso do qualificativo parco
É pejorativo dizer que o comandante da polícia «foi parco em palavras»?
