(regionalismo de Trás-os-Montes)
O significado acarrejo
(regionalismo de Trás-os-Montes)
(regionalismo de Trás-os-Montes)
Ao ler este poema de Amadeu Ferreira dei conta desta parte:
«....Já não precisas de afiardias para rebentar fragas de pãopalpa o cheiro que o ar traz nas veiasesquece o acarrejo adormecido em extensas sestase acende outeiros infinitos em teus calados olhos
Deixa-te andarJá te sobram mundos e caminhosmuito calor cresceu nos pousiossuamos nós a carga enfeixemos carreirosmas tu fica até que o poial se torne calo...»Este extrato [é] de um poema [traduzido] do livro Eternidade das Ervas da Editora Âncora tem uma palavra de difícil significado no contexto: o que significa acarrejo?
Este extrato de um poema do livro Eternidade das Ervas [1] da Editora Âncora tem palavras de difícil significado no contexto: acarrejo (verbo acarrejar), "acente" (não encontro). Têm dicionário para saber o significado de "acente", ou é uma corruptela do mirandês?
[1] N. E. – Trata-de de uma obra bilingue (mirandês e português) de Amadeu Ferreira (1950-2015), publicada sob o pseudónimo Fracisco Niebro: L'Eiternidade de las Yerbas/ A Eternidade das Ervas – Poemas (Es)colhidos, Lisboa, Âncora Editora, 2015
Verbo no modo imperativo com sujeito explícito
Na frase «Dê Vossa Reverença lição de esgrima», a expressão «Vossa Reverença» (que não está entre vírgulas) é sujeito do verbo "dê" – no imperativo – ou é um vocativo?
Se alterarmos a ordem da frase para «Vossa reverença dê lição de esgrima», talvez pareça mais sujeito do que vocativo... O vocativo poderá aparecer sem estar isolado por vírgulas? Há exceções?
Grata pela vossa atenção
«Que nem» = como
Uma dúvida me assola: no Brasil, é muito estendido o uso da expressão «que nem» no lugar de como. Ex.: «Ele cozinha que nem o pai» / «o teclado se toca que nem piano». Há anos procuro entender a origem dessa expressão, pois me parece estranha e até mesmo incongruente. Na canção "Sebastiana", de Gal Costa (1969)[*], há a frase «(...) pulava que nem uma guariba». Mas em outras gravações se substitui a expressão por «que só», o que para mim soa mais lógico, no sentido de "como apenas". Seria esse o caminho etimológico da expressão? Existem registros históricos de maior importância? Por favor ajude-me a solucionar esse mistério!
[*] N. E. – "Sebastiana" é uma composição de Rodil Cavalcanti (1922-1968) e foi interpretada pela primeira vez, em 1953, por Jackson do Pandeiro (1919-1982), com enorme êxito .
A pronúncia de obséquio
Por que a ortoépia indicada para o substantivo "obséquio" é /zé/ enquanto, para "subsídio", se indica /sí/?
Agradecido por vossa atenção.
A regência do verbo abalroar
No dicionário de verbos portugueses da Porto Editora – 1.ª edição, de 1999, pág.687 –, a regência indicada para o verbo abalroar é com. E dão um exemplo de frase: «O navio de passageiros abalroou com a traineira». Há muito que 'adoptei' (e sou 'gozado' por isso) essa regência. Contudo, por todo o lado e especialmente na imprensa, ouvimos notícias do género: «O autocarro abalroou o táxi'» A minha questão é: não se deveria dizer , antes, «O autocarro abalroou com o táxi»?
Com os meus melhores cumprimentos e antecipados agradecimentos pela resposta,
«Pessoas a pedir/a pedirem ajuda»
Gostava de ter um comentário a estes quatro títulos de jornal, um deles, o primeiro, de hoje mesmo, no Correio da Manhã.
Há menos médicos a pedirem a reforma.
Há menos pessoas e empresas a entrar em insolvência.
Há menos famílias sobre-endividadas a pedirem apoio à Deco.
Há mais pessoas a pedir ajuda por sofrerem agressões dos filhos.
A mim parece-me que o correto seria «há menos médicos a pedir a reforma». Mas numa busca na Internet parece que há títulos idênticos para vários gostos [...].
Obrigado pela atenção.
Os infinitivos precedidos de preposição
e o pronome pessoal átono (clítico)
e o pronome pessoal átono (clítico)
A frase «O senhor João compromete-se a cumprir as regras no que diz respeito ao conteúdo do equipamento, que lhe é fornecido pela empresa, bem como a não estragá-lo ou transferi-lo», uma construção que é muito comum, mas, a meu ver. está errada. Ela não deveria terminar com «bem como a não o estragar ou [a não o] transferir»?
Este exemplo que apresento acima é um erro, a respectiva construção é facultativa, ou é a única solução possível? Indico mais dois exemplos.
Para mim, o correcto (e única solução possível) seria:
«O serviço pode ajudá-lo a melhorar a sua empresa.»
Para mim, incorrecto (deveria ser «para o ajudar»):
«Oferece um conjunto de serviços para ajudá-lo a melhorar o desempenho.»
Muito obrigada.
A sequência pronominal «se-vo-la»
(«enviou-se-vo-la»)
(«enviou-se-vo-la»)
Peço que me elucidassem sobre a validade do seguinte raciocínio, com base num artigo publicado recentemente neste portal:
«Enviou-se-vos a embalagem», «Enviou-se-vo-la», «Enviou-se-vos ela».
Por outras palavras, inquiro-vos sobre a gramaticalidade da terceira premissa («Enviou-se-vos ela»), a qual, ainda assim, me não parece correta...
Obrigado.
Uma sigla com nomes de uma língua banta
Surgiu-me uma dúvida ao verificar a forma como foi criada a sigla do nome Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN). A letra inicial N em Ndemufayo marca apenas a nasalidade, como acontece com alguns nomes das línguas bantu...
Estará correcta esta sigla?
Tratar-se conjuga-se no singular
É correto escrever «trata-se de sinais que indicam.....», ou tem sempre de se usar o plural «tratam-se de sinais.....»? Acrescento que, no contexto da frase, os referidos sinais eram mais de um. Mas será erro dizer «trata-se», uma vez que este termo é uma espécie de «este assunto diz respeito a....», ou «trata de...»?
Obrigada, se puderem ajudar!
