Tua e «de ti»
Na frase «O João anda à tua procura», tua é pronome possessivo ou pessoal, uma vez que esta a substituir «a ti»?
Obrigado.
Seu, dele e você no ensino da língua
Numa questão sobre seu/ dele ["Determinantes e pronomes possessivos seu/dele"], parece que entendem o dele também como pronome possessivo. Estou errado? É que, na verdade, já li tal "barbaridade" em, pelo menos, uma gramática da língua portuguesa usada programada para o 3.º ciclo e o ensino secundário. Em livros para o ensino do português (LE) na Galiza, esse erro é comum.
Em relação aos pronomes pessoais, a referida gramática coloca na 2.ª pessoa do singular tu/ você, e no plural vós/vocês. Os livros para o ensino do português (LE) vão mais longe: eu, tu, ele, ela, você, o senhor, a senhora, nós (não mencionam vós), eles, elas, os senhores, as senhoras.
Na verdade, anda por aí uma rapaziada – no caso da gramática, uma raparigada – a dar cabo da norma da língua.
Gostava de saber a vossa opinião no caso do dele/ dela, e plurais, como pronome possessivo.
A próclise e a ênclise
com «ter que» + infinitivo:
com «ter que» + infinitivo:
Há algo que me assombra já faz um bom tempo, o uso da próclise após o que. Vejo em todos os lugares: legendas de filmes, conversas, palestras que sempre usam ênclise após o que. Por exemplo: «temos que fazê-lo»; «temos que matá-lo»; «você tem que editá-lo».
Pelo que aprendi, o que é uma partícula que força o uso da próclise.
Gostaria de saber se nesses casos o que prevalece seria outra regra. E se há outra regra para os variantes: «temos de fazê-lo»; «temos de matá-lo»; «você tem de editá-lo».
Agradeço desde já.
O verbo de ficção imaginar + indicativo
É correto «Vamos imaginar que queremos achar...», ou «Vamos imaginar que queiramos achar...»?
Grato!
«Meu/seu estúpido»
Na frase «estás a ver, seu estúpido?», não deveria o pronome possessivo seu (2.ª pessoa) concordar com o verbo estar na 2.ª pessoa, ficando «Estás a ver, meu estúpido»? E, se não houver alteração do pronome, a frase não deveria ficar «Está a ver, seu estúpido»? Qual das frases é a correcta ou ambas o são?
Grato pela resposta.
A ortografia na referência a títulos de publicações antigas
Aquando da revisão de um livro consoante o novo acordo ortográfico, os títulos de publicações antigas citados (ex: «Uma perspectiva positiva») devem manter-se no original ou ser corrigidos? Mantendo-se no original, é necessário colocar a expressão indicativa [sic]?
Idem e ibidem nas citações
A confusão acerca do uso das expressões latinas idem e ibidem é grande... Gostaria de saber qual a forma correta de usar estas expressões em citações bibliográficas, pois já aqui li que ibidem deve usar-se sempre precedida de idem, mas também já li que se deve usar isolada, caso o nome do autor, a obra e a página sejam os mesmos.
Pode usar-se ibidem sem ser precedida de idem? Se sim, em que circunstâncias? E idem pode usar-se sem mais informação? Qual a forma correta se quiser citar o mesmo autor e obra diferente? E o mesmo autor, mesma obra e página diferente? E se for tudo igual (autor, obra e página)?
Muito obrigada!
Redoutrinar
Está correto "reendoutrinar" (cf. re-indoctrinate)?
«A intenção de se introduzirem e re-endoutrinarem os fiéis com princípios anti-Igreja.»
O complemento do nome na expressão «classe social»
Na expressão «classe social», o adjetivo social desempenha a função sintática de modificar restritivo do nome ou complemento do nome? A minha interpretação é que se trata de um complemento do nome que está intimamente ligado ao nome e com a forma de um grupo adjetival (da sociedade).
A sintaxe do verbo espalhar
Quando procedia à análise da frase «naqueles dias, o pó espalhou-se pelas ruas», tive dúvidas relativamente à função sintática desempenhada pelo segmento «pelas ruas». Hesitei entre o complemento oblíquo e o modificador, sem conseguir chegar a uma conclusão.
Obrigada pela atenção e parabéns pelo trabalho desenvolvido.
