DÚVIDAS

Oração subordinada integrante
Minha professora de português, segundo eu entendi, analisou de uma forma a meu ver estranha a oração subordinada do seguinte período: "Muita gente lhe rogava que estendesse a permanência até findar o dia." Segundo eu pensava, a oração "que estendesse..." constitui o objeto direto do verbo rogar, sendo, portanto, subordinada objetiva direta. Mas a análise dada a nossa turma falava em "oração subordinada integrante". Não estaríamos confundindo a conjunção subordinativa integrante "que" com a função sintática da oração subordinada? Ah, como é terrível tentar fazer análise sintática (até os professores às vezes se confundem...) Obrigada pela ajuda.
Mediar
Sou psicólogo e estou a desenvolver uma Tese de Mestrado sobre Atraso Mental e Estratégias Cognitivas. Ora, tendo lido, nos livros do Professor Vítor da Fonseca, expressões como "aprendizagem mediatizada", "mediatizador" e "mediatizados", referindo-se às expressões inglesas relacionadas com a "mediated learning" (que implica a presença de um adulto ou de um colega mais desenvolvido na ajuda à compreensão dos conteúdos e processos de aprendizagem de um outro menos dotado ou menos desenvolvido), gostaria que me explicassem a diferença entre este termo "mediatizar" e o termo "mediar", que me parece mais apropriado.
Não tem ouvido
Segundo constatei recentemente a expressão "não tem ouvido" é por vezes utilizada para qualificar uma pessoa que não saiba cantar ou que cante mal. Procurei nos diversos dicionários essa acepção mas apenas a encontrei numa das três entradas registadas no Dicionário Aurélio: 1. "ter fácil percepção de sons, especialmente musicais" 2. "facilidade de gravar na memória qualquer música" 3. "Aptidão para captar com relativa precisão sons musicais ou não, e de reproduzir aqueles sem o auxílio de partitura" Os outros dicionários consultados não referem sequer essa capacidade de reprodução dos sons: Lello: "Facilidade em fixar na memória peças musicais ou em distinguir as menores faltas de afinação" Porto Editora: "Facilidade em fixar de memória peças musicais, ou em distinguir faltas de afinação" Cândido de Figueiredo: "Facilidade de fixar na memória peças musicais" Sendo evidente que o facto de se ter uma boa capacidade de identificação (ou mesmo de reprodução) de um som não implica necessariamente que se cante bem, é correcto dizer-se de uma pessoa que não saiba cantar (ou que cante mal) que esta "não tem ouvido"? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa