Quiçá
A minha questão prende-se com a utilização da palavra "quiçá".
Está correcta a palavra?
A sua utilização na linguagem corrente é adequada?
Oração subordinada integrante
Minha professora de português, segundo eu entendi, analisou de uma forma a meu ver estranha a oração subordinada do seguinte período:
"Muita gente lhe rogava que estendesse a permanência até findar o dia."
Segundo eu pensava, a oração "que estendesse..." constitui o objeto direto do verbo rogar, sendo, portanto, subordinada objetiva direta. Mas a análise dada a nossa turma falava em "oração subordinada integrante". Não estaríamos confundindo a conjunção subordinativa integrante "que" com a função sintática da oração subordinada?
Ah, como é terrível tentar fazer análise sintática (até os professores às vezes se confundem...)
Obrigada pela ajuda.
Corto/cortado
Eu queria perguntar quando é que se utiliza a palavra cortado e a palavra corto (verbo cortar).
A teoria inatista
Sou um estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e necessito urgentemente das respostas às seguintes questões:
Em que se baseia a teoria inatista de aquisição da linguagem? Índices bibliográficos?
Os milhares
O que é certo dizer-se: OS milhares de mulheres ou AS milhares de mulheres?
Tradução de "unregister"
Gostaria de saber se existe um antónimo para registar equivalente ao "unregister".
Já pensei em utilizar desaverbar mas essa palavra não me soa muito bem.
Morfema/lexema/gramema
Como podem ser definidos corretamente morfema, lexema e gramema? O que é morfema zero? Sou estudante da Universidade de Letras, de Ponta Grossa, Paraná, Brasil, e preciso muito dessas respostas para a realização de um trabalho importantíssimo!
Obrigada!
Intraespecífica/interespecífica
Relações intra-específicas são as relações entre seres vivos da mesma espécie. E relações interespecíficas são as relações entre seres vivos de espécies diferentes.Costumo encontrar nos manuais escolares as duas palavras escritas, umas vezes com hífen, outras sem hífen.Qual a forma correcta?
Mediar
Sou psicólogo e estou a desenvolver uma Tese de Mestrado sobre Atraso Mental e Estratégias Cognitivas.
Ora, tendo lido, nos livros do Professor Vítor da Fonseca, expressões como "aprendizagem mediatizada", "mediatizador" e "mediatizados", referindo-se às expressões inglesas relacionadas com a "mediated learning" (que implica a presença de um adulto ou de um colega mais desenvolvido na ajuda à compreensão dos conteúdos e processos de aprendizagem de um outro menos dotado ou menos desenvolvido), gostaria que me explicassem a diferença entre este termo "mediatizar" e o termo "mediar", que me parece mais apropriado.
Não tem ouvido
Segundo constatei recentemente a expressão "não tem ouvido" é por vezes utilizada para qualificar uma pessoa que não saiba cantar ou que cante mal.
Procurei nos diversos dicionários essa acepção mas apenas a encontrei numa das três entradas registadas no Dicionário Aurélio:
1. "ter fácil percepção de sons, especialmente musicais"
2. "facilidade de gravar na memória qualquer música"
3. "Aptidão para captar com relativa precisão sons musicais ou não, e de reproduzir aqueles sem o auxílio de partitura"
Os outros dicionários consultados não referem sequer essa capacidade de reprodução dos sons:
Lello:
"Facilidade em fixar na memória peças musicais ou em distinguir as menores faltas de afinação"
Porto Editora:
"Facilidade em fixar de memória peças musicais, ou em distinguir faltas de afinação"
Cândido de Figueiredo:
"Facilidade de fixar na memória peças musicais"
Sendo evidente que o facto de se ter uma boa capacidade de identificação (ou mesmo de reprodução) de um som não implica necessariamente que se cante bem, é correcto dizer-se de uma pessoa que não saiba cantar (ou que cante mal) que esta "não tem ouvido"?
Obrigado.
