DÚVIDAS

«Fica à desamão»
O povo, pelo menos o povo nortenho [em Portugal], quando quer dizer que uma coisa «não fica à mão», utiliza a expressão «fica à desamão». Ora, a expressão não me soa muito bem, e a minha bíblia da língua, o Houaiss, não parece resolver o problema. É que «fora de mão» não parece ser a expressão equivalente ao que se pretende dizer. Neste caso, ficar «à mão» é ficar próximo, ou «a jeito». E o contrário? Pode ser o que diz o povo? Obrigado.
Sobre a palavra estratificação
Minha dúvida é referente à utilização das palavras "estratificação" e "extratificação". Eu sou Analista de Sistemas e trabalho na área de consultoria de informática. Um cliente me solicitou o desenvolvimento de um programa para consultar informações de um banco de dados. Estas informações deverão ser processadas para que, posteriormente, sejam gerados relatórios com vários níveis de detalhamento. Quando recebi a solicitação deste cliente, ele especificou o programa e os relatórios como "Estratificação das Informações do Sistema". Ele está correto ou neste caso deveria ser utilizada a palavra "Extratificação"(Extrair)? Ou então, neste caso, deveriam ser utilizadas as duas palavras, "Extratificação" (Extrair os dados do banco de dados) e, posteriormente, "Estratificação" (Detalhar, hierarquizar os dados extraídos)? O que seria mais correto nesta situação? Obrigado pela atenção.
A IP5, o IP5 novamente
Começando por pedir desculpa por me intrometer em "dúvida alheia" gostaria de dizer que percorro semanalmente "o IP5", e contacto há já alguns anos com as gentes por ele servidas, e a forma masculina parece-me ser a mais usada. Tal uso, creio, terá que ver com o significado da sigla: Itinerário Principal n.º 5. O mesmo acontece em relação aos IC (itinerário complementar), em que a forma masculina será a mais usada (os IC 16 e IC19 são exemplos disso). Obrigado pela atenção.
Sobre a palavra infelizmente
Sou licenciado em Estudos Portugueses (FLUC), profissionalizado, e estou a leccionar 3.º ciclo numa Escola do concelho da Mealhada. A minha questão prende-se com a classificação correcta da palavra “infelizmente”, quanto ao seu processo de formação. Será que se deve considerar uma palavra derivada simultaneamente por prefixação e sufixação, tal como “amanhecer” ou “entristecer”? Ou deverá ser considerada uma palavra derivada por sufixação de uma outra (infeliz) que, por sua vez, deriva por prefixação da palavra primitiva “feliz”. Apesar de algumas gramáticas básicas apresentarem esta palavra como exemplo de parassíntese, parece-me que a segunda hipótese estará mais correcta, uma vez que, se retirarmos o sufixo adverbial, o adjectivo de que deriva é uma palavra do léxico, ao contrário do que acontece com “amanhecer” ou “entristecer”. Gostaria de saber a V. opinião. Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa