DÚVIDAS

Os erros de semântica num texto
Tendo encontrado, na página oficial do MDN, com base num folheto da Igreja da Memória, o seguinte texto, agradecia um Vosso comentário sobre o mesmo, dado que me parece "impróprio para consumo" e gostaria, assim, de reforçar a chamada de atenção que já fiz... sem qualquer resultado. A não ser, claro, que tudo esteja correcto! «A igreja que o monarca D. José faria erguer a N.S. do Livramento e a S. José, como voto de gratidão pelo atentado a que foi acometido neste mesmo lugar, passaria, afinal, logo a chamar-se da Memória para recordar o sucedido na noite de 3 de Setembro de 1758: D. José atingido por dois tiros, acto imputado aos Távoras, ficando ligeiramente ferido.»
A "rebeldia" da nossa língua comum
Os portugueses vêem os brasileiros como os “rebeldes” da Língua Portuguesa? Não é essa perspectiva injusta, quando qualquer brasileiro tem dificuldade em aceitar o à-vontade linguístico com que os naturais de Lisboa dizem gostar “imenso” de tudo? São estas sucintamente as questões levantadas por um consulente brasileiro a viver em Lisboa. A resposta é simples: nenhum país de Língua Portuguesa detém a norma, porque há variantes a respeitar. Por outro lado, importa que, linguisticamente, saibamos mais acerca uns dos outros, porque uma língua de dimensão mundial não dispensa o sentido de comunidade. Indicativo dessa necessidade é o extraordinário conjunto de gramáticos que, de um lado e do outro do Atlântico, investigam a história e actualidade da Língua Portuguesa. A respeito de um verbo que se tornou tabu linguístico, vemos que existem divergências entre gramáticos e lexicógrafos, mas não há uma oposição entre portugueses e brasileiros. O que é bom sinal: significa que a investigação se faz objectiva e serenamente, contribuindo assim para um conhecimento mais responsável da língua. Durante a semana, outras perguntas se fizeram também. Algumas são características de quem quer compreender a língua no seu uso quotidiano. Outras relevam da preocupação com a aprendizagem e são feitas por professores de língua materna, focando a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS), recentemente adoptada em Portugal. Entretanto, o papel da linguagem literária no Ensino Básico e Secundário em Portugal suscita a discussão de opções pedagógicas. A petição de Maria do Carmo Vieira, “Pela dignificação do ensino”, é disso prova. Finalmente, na Antologia surge um novo texto. Da autoria de Luís Carlos Patraquim, que o escreveu especialmente para o Ciberdúvidas, é uma evocação da infância e da magia da palavra, mas dá também testemunho da diversidade da nossa língua comum em terras de Moçambique. Boa leitura.
As vogais do português europeu
     Como já tive oportunidade de dizer em um dos meus “e-mails” anteriores, ensino português para estrangeiros junto a uma universidade italiana, não a variante brasileira, mas o português continental e, claro, tenho estudado realmente muito, pois tenho receio de ensinar algo que seja inerente ao português falado no Brasil, ainda que seja um desafio, pois eu sou e serei sempre brasileira.     Eu tenho algumas dúvidas sobre a fonética, pois já percebi que é normal a supressão de certas vogais ou a transformação da vogal “o” em “u” como, por exemplo, no verbo CORRER [kuRer] e MORRER [muRer], ou ainda no vocábulo NAVEGAR [nav(i)gar], PESSOA [p(i)soa] – não sei se essa seria a transcrição correta, mas é assim que percebo quando ouço a pronúncia européia do português.      Existe alguma explicação para tal fenómeno fonético? Como poderia explicar aos meus alunos? Existe algum livro de fonética que eu possa consultar? Quem sabe poderia comprá-lo tramite internet. Agradeço desde já pela vossa disponibilidade.
A origem da palavra caixa
Queria saber qual é a origem da palavra "caixa". Estou a fazer um trabalho de intervenção no espaço. O espaço que eu escolhi é de certo modo muito vago. É uma caixa. Por isso estou a tentar procurar a definição de caixa, mas o que tenho encontrado nos dicionários e enciclopédias é muito especifico, limitando-se a definir o que é "caixa torácica" (por exemplo). Desta forma gostaria que me ajudassem a encontrar melhor informação, sobre o que é uma caixa e a origem deste termo.
A pronúncia das palavras começadas por e
(precedido ou não de h)
Em Abril do corrente ano coloquei uma dúvida sobre a forma correcta de pronunciar o "e" inicial como em herói. O Sr. Professor P. Fonseca esclareceu-me que a única prolacção correcta e admissível do e inicial com ou sem h, sempre que constitua sílaba só por si é pronunciar /i/. Contudo, ao analisar diversas palavras, surgiram-me enúmeras ("/inúmeras/") dúvidas, como por exemplo /ixemplo/ nas palavras “etapa”, “equipamento”, “eborense”, “efervescência”, “Egipto”, “eczema”, “edital”... Será que desde sempre tenho pronunciado mal estas palavras ao pronunciar o “e” inicial como "ê"? Existirão excepções?
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