DÚVIDAS

Ir e vir como verbos principais na conjugação perifrástica
Durante uma conversa de amigos surgiu uma dúvida relativamente ao uso de «vai vir/vai ir/foi indo/etc.». Tenho o hábito de, perante estas dúvidas, efectuar uma pequena pesquisa no Ciberdúvidas, no entanto desta vez fiquei confuso. Gostaria que comentassem a dúvida que descrevi anteriormente, bem como duas respostas dadas no Ciberdúvidas (embora as perguntas me pareçam similares, as respostas são opostas): Há-de vir/vou «Vai vir chuva» Obrigado por todo o tempo dispensado.
Apoio do Ciberdúvidas à RTP e à RDP
1. O Ciberdúvidas passou a dar aconselhamento linguístico à RTP e à RDP, com o apoio da Vodafone. Realce-se por isso aqui o interesse manifestado pela televisão e rádio públicas portuguesas – e em particular o seu Conselho de Administração – em dotar os seus jornalistas de uma ferramenta que, por via do esclarecimento em tempo útil das suas dúvidas, contribua para um competente domínio da Língua Portuguesa. Se hoje a modalidade de língua usada na rádio, na televisão e nos jornais é considerada por alguns como a norma, então é com certeza tempo de avaliar novas palavras, construções e variantes, decidindo quais são as aceitáveis e quais se devem rejeitar, à luz da tradição e da contemporaneidade portuguesas. E, por maioria de razão, tendo em conta o papel de referência atribuído ao operador de serviço público na defesa e promoção da Língua Portuguesa. 2. Neste contexto, há que abranger outras variedades da língua. Muitos consulentes fora de Portugal procuram-nos, mostrando assim que o Ciberdúvidas é útil e acessível para quem fala tais variedades. A nossa contemporaneidade é essa variação, que só será um futuro comum, se entre os oito países onde se fala português houver uma constante troca de palavras que permita integrar e moderar a inevitável deriva resultante do afastamento geográfico. Por outras palavras, a variação existe, mas há que encontrar, no respeito das especificidades de cada país, regularidades e usos consensuais, até para bem do ensino do Português. 3. Por isso, recordamos aqui algumas perguntas que, reflectindo aspectos da identidade e da diversidade da língua, dão ao mesmo tempo expressão a muitas preocupações com ela, porque, no fundo, estamos todos a falar de um bem comum: A pronúncia de tranquilizar; A concordância de bonito como predicativo do sujeito; Sobre a forma de hífen; A locução «de manhã». 4. Por último, sugerimos a leitura do novo Pelourinho, a propósito do descuido no uso dos verbos abster e obter.
A força ilocutória do verbo exigir
Na gramática de Leonor Sardinha e Luísa Oliveira, encontramos uma frase classificada como acto ilocutório compromissivo, do tipo «Exijo que amanhã entregues o trabalho de casa» (a frase não é exactamente esta, porém, de momento, não tenho presente o exemplo escolhido pelas autoras supracitadas). Após leitura da mesma, parece-me que estamos perante um acto ilocutório directivo, uma vez que se trata de uma ordem. Assim, agradeço que me elucidem relativamente a esta questão e aos actos ilocutórios em geral. Aproveito, igualmente, para felicitá-los pelo grande contributo que prestam ao português.
Gentílicos de países com nomes de santos
Esta minha questão prende-se aos gentílicos de países com nomes de santos. Ora, se por um lado temos, para São Tomé e Príncipe, são-tomense, para São Vicente e Granadinas, temos vicentino. Ou será são-vicentino? E nestes dois casos o que chamar a alguém de Príncipe ou das Granadinas pela sua nacionalidade, sublinho, nacionalidade. E já agora gostaria também de saber os gentílicos relativos aos países Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis e São Marinho. Muito obrigado.
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