DÚVIDAS

Etimologia do termo quinta
Sou bibliotecária e exerço as minhas funções num Centro de Documentação e Informação cujo fundo documental assenta basicamente na área das ciências geográficas. Entretanto numa reunião surgiram dúvidas sobre a origem da palavra "quinta". Com efeito, o termo surge ligado a uma propriedade rural em Portugal, sendo que os interessados gostariam de saber a sua origem (provavelmente dos tempos da província romana da Lusitânia?) e o seu significado mais profundo, porventura com referências socioculturais. Por exemplo, se foi um método de repartição de terrenos por "5", qual terá sido exatamente a razão de se escolher a grandeza "5", a qual não predispõe nada (um pentágono) a qualquer simetria quadrangular na divisão e utilização de terrenos, etc. Agradecendo desde já toda a atenção que se dignarem dispensar, aproveito para dar os parabéns por uma iniciativa tão culturalmente louvável. Os melhores cumprimentos.
O singular e o plural em formas lematizadas (dicionários, glossários)
Tenho uma dúvida em relação ao uso do singular e do plural que é a seguinte: estou a construir uma lista de palavras-chave do Reino Animal e estou indeciso quanto à utilização de certas palavras como "baleia" ou "golfinho" se são mais usadas no singular ou no plural. Porque acho que em termos de pesquisa serão mais usadas no plural. A minha dúvida é qual será o termo mais utilizado, o singular ou o plural? Obrigado.
A preposição por com orações de infinitivo
A frase acerca da qual tenho dúvidas é de A Palavra Mágica, de Vergílio Ferreira: «Quando o Rainha deu um tiro de caçadeira, num dia de arraial, ao homem da amante, chamaram-lhe, evidentemente, "inoque", por ser um devasso e um assassino de caçadeira.» "Que fazer" a «por ser um devasso e um assassino de caçadeira»? Será complemento circunstancial de causa? Oração subordinada causal? Oração subordinada infinitiva? Há quem diga que não pode haver C. C. de causa numa frase complexa; há quem diga que a preposição «por» tira o valor de predicado ao verbo «ser», pelo que não será subordinada infinitiva. Pela mesma e razão e, mais, por não haver conjunção, também não é subordinada causal. Contudo, segundo uma gramática, a expressão em causa não tem conjunção e, como tem uma preposição precedida do predicado, vai dar a esta expressão o valor de uma oração subordinada infinitiva. Desde já os melhores cumprimentos e agradecimentos.
A regência da expressão «fazer votos»
Gostaria de saber quais as preposições que regem a expressão «fazer votos» ou a sua forma abreviada (?) «Votos». Exemplos: 1. Faço votos de (?) que (?) as minhas acções vão ao encontro das vossas expectativas. (Haverá alguma explicação para o facto de esta frase me "soar" mal?) 2. Votos de (?) um feliz Natal e de (?) um próspero Ano Novo. (E – aproveitando o ensejo – será que se justificam as maiúsculas em "ano novo"?). Agradecendo a atenção dispensada, deixo-vos (?) os meus melhores cumprimentos.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa