DÚVIDAS

O regionalismo “reguecho”
Como escrever: “regueixo”, “regueicho”, “rigueixo” ou “rigueixo”? A palavra em causa indicava, nas zonas rurais, pequenos caminhos situados entre terras de cultura e para os quais a água escorria, quando em excesso e transformava-os em pequenos riachos. Ouvia-se em tempos passados, indiscriminadamente, "regueixo" e "rigueixo" e agora ao tentar aproveitar esses termos para a toponímia local surge a dúvida de como escrever. Será possível uma ajuda?
O termo “camerata”
Após sugestão de um maestro para nomear um conjunto de músicos reunidos para um espectáculo, surgiu a palavra “camerata” que ele indicou como um substantivo colectivo. Após uma pesquisa na Internet, apercebi-me de que esse vocábulo é sobretudo usado no Brasil, não parecendo haver uso ou correspondência em português-padrão. Poder-se-á então utilizar o termo "camerata" para designar um conjunto de músicos que se juntaram para um trabalho específico? Se não, qual o termo a utilizar?
Numerais cardinais
Na expressão «tive dois oitos» (entenda-se: duas notas de oito), pode considerar-se «oito» como um nome? Se em vez de «oito» tivermos «dez», por que razão o numeral não vai para o plural como em oito, já que os nomes terminados em "z" formam o plural acrescentando "es"? Ou será que devemos dizer «dois dezes»? Caso semelhante se passa com «dois seis», uma vez que as palavras terminadas em "s", sendo oxítonas, formam o plural da mesma maneira! Poderiam fazer o favor de me esclarecer o que me parece serem anomalias?
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