DÚVIDAS

Sobre o infinitivo pessoal, outra vez
Uma amiga alemã, que está aprendendo português e que recentemente teve uma aula sobre infinitivo pessoal, perguntou-me se a frase (a) «é preciso [de] eu praticar mais português» estaria correta. Sugeri a ela alternativas como «eu preciso [de] praticar mais português» ou «é preciso que eu pratique mais português». A frase (a) soa-me estranha, incorreta, mas uma frase como (b) «é preciso [tu] ires ao supermercado» parece-me perfeitamente normal. Tanto (a) como (b), na minha opinião, seguem as mesmas regras, ou seja, do infinitivo flexionado. Minha pergunta é, pois, se a frase (a) está correta; caso contrário, por que não?
A tradução de "interchageability" e "intercommunality"
No âmbito da minha profissão, utilizo com frequência linguagem e terminologia em língua inglesa, resultado da pertença de Portugal à OTAN. Na maior parte das situações procuramos palavras na língua portuguesa que "correspondam" às anglo-saxónicas. A minha dúvida prende-se exactamente com a tentativa de encontrar palavras em português que correspondam ao conceito da OTAN denominado por interoperability (que é traduzida para interoperabilidade em português). Este conceito é escalonado em três níveis, que a OTAN designa por compatibility; interchageability e intercommunality (os três termos pretendem escalonar entre algo que é pouco interoperável até algo que é 100% interoperável). A palavra compatibility é traduzida para compatibilidade. Agora os verdadeiros "problemas": A palavra interchageability é traduzida para "intermutabilidade"? A palavra intercommunality é traduzida para "conformidade"? Pergunto, existem as palavras indicadas? E, na medida do possível, estão de acordo com a tradução?
A pronúncia correcta de coelho
No vosso site existem várias abordagens sobre a pronúncia correcta de coelho, mas a resposta não é clara. Para F. V. P. da Fonseca, a pronúncia correcta é “coâilho”, sendo “coêlho” um regionalismo (alentejano). Mas para José Neves Henriques sucede o contrário: “coêlho” é o correcto, e “coeilho”, um regionalismo (lisboeta). Não sei se há diferença entre as fonetizações “coâilho” e “coeilho”, utilizadas nos textos (teistos?). Seria possível uma terceira pessoa desempatar? A pronúncia de cerveja será similar, suponho. Outra questão que gostava de colocar é: se a língua evolui para, por exemplo, se dizer “cerveija”, porque é que, em determinada altura, não se passou a grafar ‘ei’? Na escola, aprendi os valores fonéticos das vogais, sendo estas fundamentalmente “abertas” ou “fechadas”, mas creio que não abordámos casos em que uma vogal se lê como se se tratasse de um ditongo.
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