Advérbios de intensidade e advérbios de quantidade
Com base num outro artigo que li neste site, aprendi que a palavra nada é considerada um «advérbio de intensidade».
A minha dúvida é se advérbios de intensidade são sinónimos de advérbios de quantidade, pois já não encontro estes últimos nas gramáticas actuais.
Obrigado.
Futre e Frazão
Li uma obra de 1809 de propaganda antinapoleónica (Heróis de Faro e Olhão – Drama Histórico em Três Actos) e aparecem aí dois termos sobre os quais tenho algumas dúvidas: Futre e Frazão. O primeiro é alcunha dos franceses; o segundo, dos portugueses (por vezes os termos aparecem no plural). Provavelmente trata-se de termos usuais na época, ou pelo menos conhecidos na gíria antinapoleónica.
Sobre futre vi num dicionário que é sinónimo de «pessoa desprezível», bandalho, farroupilha... (Ai, o Paulo Futre, se soubesse o que o seu nome quer dizer!). Da mesma raiz provirá o termo futricar, isto é, «trapacear», «estragar», «mexericar». Parecem provir do termo francês foutrer, «pôr», «meter», «cravar», mas também... «foder», o que concorda, por sua vez, com a sua etimologia proveniente do latim futuere, «fornicar», no sentido de «penetrar» (e não no de «ser penetrado»).
A minha dúvida principal prende-se com o apodo de Frazão, que nem pelo contexto do termo consigo perceber muito bem o que o autor quer dizer. Percebe-se que visa qualificar a bravura e o patriotismo dos portugueses, mas pergunto: donde virá o termo?
Obrigado desde já pelo esclarecimento.
A propósito do vocábulo bretão
Segundo a informação que consegui obter (não sei se correcta), bretão referia-se a algo ou alguém da Grã-Bretanha. Agora, a palavra que se usa é britânico. Qual a sua origem? Resultará de british? Continua a ser correcto usar bretão com o referido sentido? Em caso afirmativo (das duas perguntas anteriores), usar bretão não seria uma atitude de «defesa da língua»?
Obrigado.
O superlativo do adjectivo sozinho
Qual é o superlativo absoluto sintético de sozinho?
O gentílico de Gaza (ou da «Faixa de Gaza»)
Gostava de saber com devemos chamar aos habitantes/naturais da Faixa de Gaza. Os franceses chamam-lhes gazauis. E como deveria ser em português? Simplesmente «habitantes da Faixa de Gaza (ou de Gaza, no caso da respectiva cidade»? Ou haverá um termo próprio para esse gentílico?
Entretanto, nos media portugueses, pegou, definitivamente, a «tragédia “humanitária”»…
«De escacha-pessegueiro»
Obrigada por existirem, vocês são mesmo o meu mais precioso SOS, uma das mais importantes muletas no meu trabalho!
Deixo aqui uma breve chamada de atenção que me parece digna de registo e realce: Toda a gente usa a expressão «essa é de descasca pessegueiro». Erro crasso, visto que o correcto é «essa é de escacha-pessegueiro». Escacha, do verbo escachar, que significa «partir», «rachar», em dialecto trasmontano, ou «rasgar», em dialecto açoriano (neste último caso, o mesmo que «esgarçar»). Fiquei estupefacta quando, ao pesquisar na Net, não encontrei absolutamente nenhuma referência a este erro, tão comum entre nós, nem sequer ao uso da expressão correcta, apenas uma breve referência no site da MorDebe. Curioso... Aqui vos deixo o alerta para que possam introduzir o esclarecimento que achem mas adequado no vosso site.
Obrigada e abraços de uma enorme fã!
A origem da palavra varino
Em primeiro lugar, os meus votos de um bom ano de 2009 para toda a equipa. Em segundo lugar, gostaria de conhecer a origem da palavra varino(a). Penso que tem que ver com a cidade de Ovar. Mas gostaria de conhecer mais detalhes. Desde já os meus agradecimentos.
Sotero
A melhor forma em português seria "Sótero", ou "Sotero"?
Muitíssimo grato.
Argumentos internos, externos e adjuntos do predicador
Estou com dificuldade em perceber o que são os argumentos internos, externos e adjuntos do predicador.
Por exemplo, na frase: «O Pedro perdeu a camisola na faculdade hoje de manhã.»
«perdeu» — predicador«a camisola» — argumento interno?
Obrigada pela ajuda.
Elegível e legível
Um professor meu um dia destes dizia-nos, à turma, que elegível significava o mesmo que legível. Retorqui, após não me ter conformado com a explicação dele e após ter consultado vários dicionários, que elegível significava «aquilo que pode ser seleccionado, eleito». Por teimosia do senhor professor, ele lá disse que nem sempre os dicionários acertam — vá-se lá saber onde foi buscar tal ideia.
Porém, porque também eu sou teimoso, aqui estou a perguntar aos senhores que nos tirem esta dúvida.
PS: Já não existe o curso de Filologia Românica? Se não, qual o que mais se assemelha a ele neste momento?
