Preposições: «para eleger» e «por eleger»
«Candidatos por eleger: 3» e «Candidatos para eleger: 3» têm o mesmo significado?
Ou seja, «Candidatos que serão/hão de ser (ou: devem/podem ser) eleitos: 3»?
Parece-me que as preposições por e para dentro de uma estrutura de SUBSTANTIVO + (POR/PARA) + INFINITIVO assume uma forma passiva do verbo, podendo ser antecedida ou não de um verbo modal.
Como não tenho certeza disso, trago tal raciocínio a vocês, pedindo-lhes o seu esclarecimento. Há um trecho duma música do Pe. Zezinho com semelhante estrutura:
1. «… Tarefa escolar para cumprir…» = … Tarefa escolar que deve ser cumprida…
Até mesmo Napoleão Mendes (que para mim não foi muito claro) traz alguns exemplos no seu dicionário:
2. «Casos para/por esclarecer» = Casos que serão/hão de ser esclarecidos
3. «Livros para/por consultar» = Livros que podem ser consultados.
Antecipadamente muito obrigado.
A sintaxe de «Roma e Pavia não se fizeram num dia»
Como se deve dizer: «Roma e Pavia não se fez num dia» ou «Roma e Pavia não se fizeram num dia»?
Oração relativa: «aquilo em que acreditamos»
Gostaria de saber qual é o erro que esta frase tem e como posso corrigi-lo:
«Este filme mostra-nos que devemos ter convicção naquilo na qual acreditamos.»
A expressão «todo o exposto»
Verifiquei que, em muitas decisões judiciais, os juízes começam a parte dispositiva com «por todo o exposto»; noutras, com «por tudo o exposto». Exemplo: «por todo/tudo o exposto, revoga-se a decisão recorrida».
Alguma destas formas é preferível à outra? Muito obrigado.
A forma qui-lo (conjugação pronominal)
Gostava de saber qual é a forma correta na conjugação de querer (quis) + o/a/as/os.
É frequentemente advertido que, no Português europeu, o verbo querer quando combinado com pronomes oblíquos na segunda e terceira pessoa pode adquirir as formas quere-o/requere-a. Fiquei, então, na dúvida se algo parecido acontece ou não nas suas respetivas formas do pretérito quis. Está correto «ele qui-lo» em Portugal?
Muito obrigado desde já por qualquer esclarecimento desta pequena dúvida!
Fecho de uma carta formal
Gostaria de saber se existe alguma diferença no uso dos advérbios respeitosamente e atenciosamente no fecho de uma carta formal no português europeu.
No Brasil, por exemplo, o Manual de Redação da Presidência da República estabelece o emprego de dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: «Respeitosamente»;
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: «Atenciosamente».
Desde agradeço a atenção dispensada.
«Terminar por» com infinitivo
Quanto ao verbo terminar, em português europeu padrão se diz «terminar por», à semelhança de «acabar por» ou terminar seguido de gerúndio, por exemplo:
«Ele terminou confessando a verdade.»
«Ele terminou por confessar a verdade.»
Muito obrigado!
Lides e lida
A expressão «lides domésticas» pode ser utilizada enquanto sinónimo de «lida doméstica» ou trata-se de um erro de impropriedade lexical?
«Desmoronar-se» e «estender-se»
Nas frases «Desmorona-se o sistema» e «Para lá de nós, estende-se o mistério da vida», qual a função sintática dos elementos «o sistema» e «o mistério da vida»?
A dúvida coloca-se por se tratarem de verbos acompanhados do pronome se que, em muitos casos, configuram sujeitos nulos indeterminados – «alguém desmorona o sistema» (como em «vende-se casas» = alguém as vende).
Na segunda frase, a expressão «o mistério da vida», quando colocada na passiva, passa a sujeito («O mistério da vida estende-se»), o que me coloca em dúvida em relação à sua função na ativa.
«Ao longo de» vs. «ao largo de»
«Questões de consciência e de representação do espaço foram elaboradas e assimiladas, [ao largo dos / ao longo dos] séculos XIX e XX, para a definição concreta e imaginária do território como fundamento de soberania do Estado nação.»
Ambas as expressões são equivalentes no sentido temporal?
Obrigado!
