Medo, médão, meda
Sou habitante da Comporta, e, nesta localidade, sempre que falamos das dunas, utilizamos a palavra medos (leia-se "médos"). A minha pergunta é a seguinte: Será que esta palavra existe realmente, ou será ela uma expressão local. De repente, dei comigo a imaginar o seguinte: será que em tempos mais remotos as dunas representavam um local do qual as pessoas tinham medo e que, com os anos, a palavra medo tenha sido deturpada em "médo", e daí a expressão actualmente utilizada? Ficaria muito grato se conseguissem esclarecer-me.
Muito obrigado pela atenção.
A palavra hediondo
Uma pequena dúvida: sempre pensei que a palavra hediondo se escrevia assim, com agá na frente. Recentemente, ao ler um comentário num certo portal virtual onde um auto-intitulado professor de Língua Portuguesa criticava erros dos colegas contribuintes, me deparo com: «Estamos fazendo um verdadeiro crime mais ediondo do que o assassinato da menina Isabela.»
Bem, embora a qualidade da frase fale por si mesma (crime não se faz, se comete), resolvi de qualquer jeito pesquisar a grafia "ediondo" no Google Brasil, na improvável possibilidade de essa variante existir. E, para minha surpresa, encontro várias referências a "ediondo" em mais de um portal de jurisprudência brasileiro.
Mas não em meus dicionários.
Portanto, é "ediondo" um neologismo aceitável, ou hediondo erro de português mesmo?
Grato.
A expressão «a salvo»
O pai chega para a filha e diz: «Que bom que você está a salvo.»
Não seria: «Que bom que você está a salva»?
Desde já agradeço!
O significado de estásimo e de párodo (teatro)
No teatro grego, qual é o significado de estásimo e de párodo?
O auxiliar ter de com infinitivo composto («terá de ter sido»)
«Mesmo que a função ECON HOLD esteja seleccionada, para arrancar em modo ECON, o último modo de condução seleccionado terá de ter sido ECON.»
Isto soa-vos correcto? A expressão «terá de ter sido»?
Não me soa bem, mas acho que é o correcto. Opiniões. Obrigado.
Estudar o português europeu
Sou brasileira, e a língua portuguesa é minha ferramenta de trabalho, mas atualmente vivo em Lisboa. Desejo estudar o português europeu para diferenciá-lo, com responsabilidade, do português que aprendi no Brasil. Por onde posso começar? Preciso de uma referência de gramática e de outra para a literatura.
Desde já agradeço muito, caso possam ajudar-me.
«Pontos acumulativos»
Como se escreve:
«Os pontos não serão "cumulativos"», ou «os pontos não serão "acumulativos"»?
Obrigada.
A palavra factóide
É correcto usarmos a palavra factóide? Qual a origem da palavra?
Obrigada pela atenção.
Ainda o uso da contracção dum (= de + um)
Estou a fazer a revisão de um artigo para uma revista científica e tenho uma dúvida em relação ao uso da contracção de + um, dum. Consultei o Ciberdúvidas e, apesar de ter confirmado a aceitação da contracção referida, parece-me que a mesma deve ser evitada em linguagem formal. Não encontrei nada que sustente esta minha opinião, por isso, pergunto: é aceitável esta contracção na escrita académica formal? Eis alguns exemplos retirados do artigo:
«(...) numa fase pré-universitária, e num contexto de capitalismo hedonista, vêem e utilizam o seu tempo livre como evasão, predominando uma dimensão de diversão, em detrimento duma mais relacionada com a procura de informação.»
«Possibilitadoras duma infinita acessibilidade, as tecnologias fazem com que os seus utilizadores se transformem através do seu uso.»
«O facto de a construção de sentidos se realizar a partir duma linguagem múltipla, desde sons a gráficos visuais, significa que o navegante do ciberespaço tem de contar com uma série de conhecimentos (...).»
A estrutura da argumentação
Gostaria de saber como deve ser estruturada a argumentação (conectores mais utilizados; sequência lógica deste tipo de texto).
